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Feriadão tem oito mortes por afogamento

Geral Comentários 20 de fevereiro de 2015

Total de vítimas fatais aumentou em 60%, em relação ao ano passado


Oito pessoas morreram afogadas durante o feriado prolongado de Carnaval em Goiás. O total de vítimas fatais aumentou 60% em relação ao Carnaval de 2014, quando foram registradas cinco mortes por afogamento. De acordo com o assessor de comunicação social da corporação, coronel Martiniano Gondim, todas as vítimas eram homens com idade a partir de 26 anos. Os casos aconteceram em represas, rios e em um clube particular nas cidades de Arenópolis, Bela Vista, Corumbá, Israelândia, Iporá, Itapirapuã, Nerópolis e Pires do Rio.
O coronel afirma que a maioria dos óbitos poderia ter sido evitada se as vítimas estivessem usando coletes salva-vidas. “O Corpo de Bombeiros persegue a meta de tentar zerar o número de afogamentos, desenvolvendo ações preventivas. Inclusive, nós criamos um minicurso para a comunidade aprender como lidar com uma situação dessa, mas infelizmente nos deparamos com esse triste número no fim da operação”, diz.
A Operação Carnaval 2015 terminou na Quarta-feira de Cinzas, mas a preocupação com a segurança das pessoas que buscam destinos como piscinas e balneários continua. Gondim faz um apelo para que a população siga as dicas de segurança dos bombeiros. “Se a população não aderir a essa campanha, o nosso trabalho será em vão. As pessoas precisam ter consciência de que só o colete salva-vidas poderá garantir a segurança em rios e lagos”, alerta.
A Operação Carnaval 2015 contou com o efetivo de 493 militares distribuídos em 75 postos avançados em todo o Estado de Goiás que foram montados às margens de rios e lagos de maior concentração turística, além dos atendimentos realizados pelos quartéis operacionais. No total, foram realizados 1.796 atendimentos, sendo 499 resgates em geral, 65 buscas e salvamento e 22 incêndios urbanos, entre outras ocorrências.

Prevenção
Gondim afirma que a prevenção foi o principal foco da operação com a realização de cursos uma semana antes da operação. “Ministramos cursos de salvamento aquático para mais de 3 mil pessoas, que chamamos de multiplicadores que são os olhos do Corpo de Bombeiros para onde nós não vamos que são as áreas particulares. E o que chamou nossa atenção foi um acontecimento no Lago das Brisas, onde um barco com três pessoas virou e uma delas se agarrou no tanque de combustível para sobreviver. Era justamente o que ensinamos durante a semana toda”, afirma. Em caso de emergência, o telefone de atendimento é o 193, que funciona 24 horas.

Autor(a): Da Redação

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