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Feirões cobertos: sem aproveitamento

Cidade Comentários 15 de maio de 2009

Concebidos para serem locais adequados para a comercialização de gêneros alimentícios e para sediarem projetos esportivos e sociais, eles são, hoje, o retrato do abandono


A situação dos feirões cobertos existentes em diversos setores de Anápolis é preocupante. Os espaços, seis deles concebidos durante a primeira gestão Adhemar Santillo, eram utilizados para a prática esportiva, feiras de hortifrutigranjeiros, encontros religiosos e shows. Entretanto, com o decorrer dos anos eles não tiveram a devida manutenção e as suas estruturas físicas, hoje, deixa a desejar. Outro problema é a segurança. Dessa forma, a população tem evitado freqüentá-los.
Os Bairros Alexandrina; Jundiaí; Jaiara; São Jorge; IAPC, Santa Isabel e Bairro de Lourdes contam com feirões cobertos. À exceção do Bairro Jundiaí, onde funciona, provisoriamente, a escola de danças da Diretoria Municipal de Cultura, os outros não têm seu espaço utilizado durante quase todos os dias da semana. Crianças os frequentam, esporadicamente, para brincadeiras variadas e os adultos e idosos, às vezes, para fazerem caminhadas. À exceção do Jundiaí que tem duas feiras semanais, os demais somente são utilizados para a comercialização de produtos hortigranjeiros uma vez na semana.

Situação
Um dos exemplos é o Centro de Comercialização e Lazer “Alcides José Pereira”, ou feirão do Bairro São Jorge, onde o piso está quebrado e cheio de buracos; o mato ao redor já prejudica a visibilidade dos freqüentadores; os alambrados estão destruídos e pilastras ameaçam cair. Além disso, o teto também possui quantidade considerável de buracos e rachaduras. A maioria das lâmpadas não funciona por estarem quebradas ou queimadas. Os sanitários estão quase inutilizáveis, pois as torneiras das pias não funcionam, assim como os demais aparelhos apresentam defeitos. E, segundo os moradores e freqüentadores do local, ele nunca passou por reformas. Recebeu, apenas, pequenos reparos.
Já no Bairro Jundiaí o problema mais grave é a infestação de pombos. A realidade que já foi denunciada, várias vezes, ainda não mudou. As aves, além de transmitirem zoonoses (doenças variadas pelos fungos das fezes, secreção ou fuligem das penas), degradam a estrutura física do ambiente e incomodam a população. O Ministério Público já foi acionado e determinou que a Prefeitura precisa tomar providências para solucionar o caso.
Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Mozart Soares Filho, a situação dos feirões cobertos, hoje, é decorrente da falta de manutenção e aproveitamento dos espaços ao longo dos anos. Por isso, já foi feito um levantamento do orçamento necessário para a reforma desses prédios públicos. Entretanto, o montante de, aproximadamente, R$ 1 milhão, não pode ser contemplado pelo orçamento de 2009. “Estamos tentando viabilizar esses recursos junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária, para que, ainda esse ano, seja possível reformar todos os feirões da cidade”, afirmou. O secretário disse, também, que se a ajuda federal não vier, os custos serão inseridos no orçamento do Plano Municipal de Governo de 2010. No caso do espaço no Bairro Jundiaí, ele alegou que está estudando saídas para a situação, pois se pretende expulsar os pombos sem a necessidade de sacrificá-los, o que, por sinal, seria crime ambiental, já que esta espécie de ave é considerada da fauna nacional.

Mais problemas
Outro problema grave dos feirões cobertos da cidade está relacionado à existência de bares dentro dos espaços de lazer. Mozart Soares afirmou que a Divisão de Fiscalização e Postura tem feito um trabalho nesses locais, e que alguns dos estabelecimentos têm autorização para funcionar. Mas frisou que já existe a proibição da comercialização de bebidas alcoólicas, pois os ambientes são freqüentados, em sua maioria, por crianças e adolescentes.
Há, ainda, a reclamação por parte dos moradores sobre a falta de segurança nesses ambientes. Muitos deles estão com as lâmpadas queimadas ou quebradas, o que facilita a ação de marginais e a ocorrência atividades ilícitas. Questionado, o Secretário de Desenvolvimento admitiu que não existem guardas responsáveis pela segurança nos locais. Mas apontou a parceria existente junto à Polícia Militar para o patrulhamento efetivo.
Ainda segundo o secretário, a intenção depois das reformas é refazer o modelo de concepção original dos feirões. O objetivo é que eles sirvam, também, para atividades esportivas e sociais. Para tanto, estão sendo efetivadas parcerias com a secretaria municipais de Cultura, e de Esportes, na expectativa de que esses locais possam sediar, constantemente, eventos dos dois núcleos: a comercialização de gêneros alimentícios e o aproveitamento dos horários ociosos para projetos esportivos e sociais, por sinal, o objetivo principal para que eles fossem criados nas décadas de 70 e 80.

Autor(a): Carolina Umbelino

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