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Fechamento de via causa prejuízo a empresas próximas ao DAIA

Geral Comentários 24 de janeiro de 2015

Vários estabelecimentos tiveram quedas drásticas no movimento, depois do fechamento do acesso à via lateral da rodovia, após o viaduto do DAIA


Um grupo de empresários relatou, ao CONTEXTO, as dificuldades que estão enfrentando após o fechamento do acesso à via lateral da BR-060 (sentido Goiânia Anápolis), após a conclusão do viaduto do Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA). Na verdade, as dificuldades se arrastam desde o começo das obras do viaduto e, agora, foram agravadas em razão do bloqueio, que fica nas proximidades do Km 99 da rodovia.
De acordo com Cleomar Germano Poiyer, gerente geral da filial da Pneulândia, até um pouco antes do fechamento do acesso à via lateral da BR-060, a entrada permitia um fluxo mais fácil à empresa, principalmente, de caminhões que têm maior dificuldade em fazer manobras. Depois que a obra do viaduto começou, a pista lateral foi modificada para comportar o fluxo em duas vias. De lá para cá, as dificuldades foram só se avolumando e, em consequência disso, houve uma queda de 40% no movimento, o que resultou, também, em cortes no quadro de funcionários. Com o fim da obra do viaduto, a empresa que administra por via de concessão a BR-060/153, instalou uma defensa metálica (guard rail) impedindo totalmente o acesso à via lateral. Aí a situação piorou de vez.
Luiz Mauro Potenciano, gerente geral do Denali Hotel, também, relata que enfrenta problemas devido a essas mudanças que foram adotadas pela concessionária Triunfo/Concebra. Conforme disse, muitas das vezes, por falta de uma sinalização mais adequada, até mesmo hóspedes que já tinham reservas, cancelam-nas por não haverem encontrado o ponto de entrada. Ele disse que o retorno feito logo depois da passarela que fica em frente à UEG (Universidade Estadual de Goiás), melhorou em relação à entrada que havia antes, pois a mesma apresentava um trecho acentuado de declive e se situava num ponto perigoso. Mas, a preferência seria pela entrada antiga, como funcionou durante muitos anos sem nenhum relato de acidente com maior gravidade.
Segundo Cleomar e Luiz Mauro, o que mais indignou os empresários daquela região, onde há também uma fábrica de bebidas, uma indústria têxtil e uma série de outros estabelecimentos, é que as mudanças foram processadas sem nenhum aviso. Até as placas que os próprios empresários se cotizaram para sinalizar o trecho, durante as obras do viaduto, foram retiradas. O hotel, inclusive, contava com placas autorizadas pelo DNIT e que tiveram custo elevado e muito tempo gasto para conseguir a liberação. Todas sumiram e não houve, sequer, uma explicação.
Os empresários e representantes de empresas que ficam à margem da BR-060, também, procuraram apoio da Prefeitura, uma vez que são várias as empresas instaladas naquela região há bastante tempo e que são pagadoras de tributos. Porém, da mesma forma, não houve maior interesse em se somarem esforços para a busca de uma solução. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, o DNIT, chegou, também, a ser acionado para ficar a par da situação, mas o órgão jogou a “batata quente” para a Triunfo/Concebra.
“Nós somos empresas sólidas, que fizeram grandes investimentos aqui na Cidade e, de repente, nos sentimos totalmente abandonados”, desabafou Cleomar Germano. Caso não haja uma solução, ele prevê que as empresas daquela região serão muito penalizadas, em razão dessa dificuldade de acesso. “É lamentável, nós queremos que isso seja revertido”, pontuou Luiz Mauro.

O outro lado
O diretor-presidente do consórcio Triunfo/Concebra, engenheiro Odenir José Sanches, falou pessoalmente ao CONTEXTO, a respeito do caso. Segundo ele, ao assumir a concessão da rodovia, a empresa recebeu metas para a redução de acidentes, metas estas que podem ser impactantes na composição da receita tarifária, ou seja, tornou-se imperativa a necessidade de estabelecer padrões mais elevados de segurança na via. No trecho em questão, onde havia o acesso à via lateral, o fechamento foi necessário, conforme enfatizou, em razão de que ao descerem o viaduto, os veículos imprimem uma velocidade maior e, se fosse permitida a entrada, os veículos seriam obrigados a frear e o risco de acidentes seria potencialmente grande.
Uma solução que ele próprio apontou, seria a implantação de uma sinalização adequada para o acesso à via lateral, passando pelo DAIA, como estava sendo feito durante as obras do viaduto. Neste caso, a sinalização com avisos indicando a entrada para a via, começaria antes do viaduto.
Odenir Sanches adiantou que já determinou que seja feita esta sinalização, o que deve ocorrer em pouco tempo. Ele observou que as empresas, também, podem colocar placas indicativas, desde que não seja na faixa de domínio, que é de 60 metros. Isso seria possível, mas requer certa burocracia e alguns custos. Mas, fora da área de domínio, poderia ser feito em áreas privadas. “O que for da nossa responsabilidade, que é a sinalização de placas indicando o acesso para a pista lateral, nós vamos fazer”, enfatizou.

Autor(a): Claudius Brito

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