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Fazenda do presidente do Sindicato Rural é invadida

Geral Comentários 01 de abril de 2015

Pela quarta vez a propriedade é tomada por grupos de sem terras. Na anterior, houve muito prejuízo para o empresário


O subcomandante do Terceiro Comando Regional da Polícia Militar em Anápolis, Tenente Coronel Paulo Inácio, em entrevista ao programa Foco, na Rádio 96 FM, relatou a invasão à Fazenda Palheiras, de propriedade do empresário Pedro Olímpio Neto, atual presidente do Sindicato Rural de Anápolis.
Segundo observou o militar, esta é a quarta vez que ocorre a invasão na propriedade, apesar de já haver uma ferramenta jurídica chamada de interdito proibitório, para coibir invasões sucessivas. Mas, de acordo com o subcomandante da PM, essas decisões jurídicas não têm sido acatadas pelo Movimento dos Sem Terra.
“Agora é aguardar”, disse, acrescentando que no âmbito da Secretaria de Segurança Pública, há um comitê de gerenciamento de crises agrárias, que envolvem o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e outras instituições. E, quando ocorre algum caso dessa natureza, o mesmo é levado ao conhecimento deste conselho que, inclusive, tem a participação de líderes do próprio MST. “O objetivo é encontrar uma solução que possa atender a nossa legislação, com as regras jurídicas vigentes e, também, os interesses do proprietário”, assinalou.
De acordo com Paulo Inácio, desde que ocorreram as primeiras invasões, foi pacificado, inclusive no âmbito do Judiciário, que as terras são produtivas, havendo a criação de gado no local e plantação de soja, que pertence a Olímpio Neto e, também, a outros membros da família.
Em recente entrevista à revista Campo (publicação da FaegSenar), Pedro Olímpio contou que, na invasão anterior, ocorrida em 2013, o prejuízo deixado foi de 50 cabeças de gado, abatidas para alimentar o grupo. Houve, também, o furto de animais menores: galinhas; galinhas d’angola (cocá) e pavões. E, não bastasse isso, também, o saque de madeira e de outros objetos da propriedade. A invasão, conforme narrou, ocorre quase sempre da mesma forma, com a chegada dos ocupantes em vários veículos, durante a madrugada, soltando fogos de artifício e dando tiros para o alto. Os grupos chegam a pagar vigias para cuidarem das barracas e fecham estradas vicinais para dificultar o acesso à propriedade.

Autor(a): Claudius Brito

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