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Famílias estão de volta aos parques

Especial Comentários 02 de junho de 2012

Em meio às conturbações provocadas pelo modernismo e pela tecnologia, Anápolis resgata um dos mais antigos hábitos familiares: passeios ao ar livre os tradicionais pic-nics


Sabe aquele lugar para andar de mãos dadas, passear com a família, encontrar os amigos e comer algodão doce? Não, não é o cenário de algum filme da década de 50, pelo contrário, é um retrato mais atual do que se pensa e mais perto do que se imagina. Acertou quem disse Parque Ipiranga.
Localizado em uma das regiões mais nobres da Cidade, desde dezembro de 2010 o Parque Ipiranga se tornou o cartão postal de Anápolis, diga-se de passagem, por sua beleza e valorização do meio ambiente. Com uma área de, aproximadamente, 50 mil metros quadrados, contendo pistas de caminhada, ciclovia, academia para terceira idade, área de recreação, além de jardins e lagos, o parque tem proporcionado aos anapolinos mudar a rotina, no que diz respeito a lazer.
É comum acontecerem diversos eventos no local, como shows; manifestações públicas, celebrações religiosas e comemorações, como aconteceu durante as comemorações do Aniversário da Cidade no ano passado. Entretanto, além de atrair pessoas de todos os gêneros para os eventos que recebe, o Parque é um convite, não só para quem se exercita e busca ter maior qualidade de vida, como também, para quem valoriza os bons costumes familiares.
Seu Antônio, 53 anos, aproveita as tardes de domingo para curtir com a esposa e suas filhas sem gastar muito. "É um ambiente familiar, tem muita diversão para as crianças, e o gasto é mínimo, com certeza", diz ele.
E, assim como o Seu Antônio, não é difícil, nas tardes de domingo, ver inúmeras famílias reunidas embaixo das árvores do parque, com cangas estendidas sobre a grama e uma cesta de piquenique ao lado, trazendo um costume esquecido de volta.
"Antigamente a gente ia aos parques nos finais de semana e era muito bom. As crianças brincavam, não tinha tanta droga, era tudo muito sadio" conta Maria Helena de Araujo, 56 anos, que passeia com as netas pelo parque pela primeira vez e aprova. "Foi muito boa a construção do Parque na Cidade".
E é como pessoas assim, como seu Antônio, como a Dona Maria Helena, que esse cenário tradicional é trazido ao cotidiano da nossa Cidade. Não há quem negue. O Parque Ipiranga foi um presente para Anápolis e muito mais para a valorização dos nossos traços socioculturais, que estão sendo, através de costumes assim, resgatados. Um retrocesso visionário.

Autor(a): Carol Evangelista

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