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Familiares de vítimas têm apoio psicológico

Violência Comentários 12 de julho de 2018

Projeto tem por finalidade prestar assistência a pais e irmão dos mortos


A fim de propiciar apoio aos familiares das vítimas de homicídios, bem como minimizar a sensação de insegurança social, a comarca de Luziânia começa nesta sexta-feira (13) o projeto “Famílias Interrompidas”. Para inaugurar o círculo, participam os parentes dos seis meninos assassinados pelo pedreiro Admar de Jesus Santos, em 2010, em série de crimes que chocou o País.
A coordenação da iniciativa é da diretora do foro, Renata Farias Costa Gomes de Barros, juíza da 1ª Vara Criminal e Execução Penal, com apoio da projetista e instrutora Maria Lúcia de Castro e do psicólogo Jairan Oliveira dos Santos.
Para a magistrada, há uma grande preocupação social em punir o acusado como forma de fazer justiça. Contudo, um crime desse magnitude não se resolve, apenas, com uma sentença. “Os processos criminais envolvendo crimes dolosos contra a vida apresentam aspectos peculiares que ultrapassam a esfera dos autos, pois envolvem diretamente os familiares das vítimas. Muitos núcleos familiares são desfeitos com a ocorrência desses crimes e, para os entes queridos das vítimas e para os próprios ofendidos, não é tarefa fácil lidar com o rito de um processo criminal”.
Renata Farias complementa que um crime de homicídio pode demorar anos para ser apurado e demandar uma longa fase de investigação, “mas, uma vez instaurado um processo criminal, o Poder Judiciário passa a ser o Estado na situação. Assim, o Estado-Juiz é que dará a resposta para a dor daquela família que foi interrompida pelo crime ou para aquela vítima que tem que lidar com o atentado contra a sua vida”.

Metodologia
Nesse sentido, o projeto vai promover círculos de construção de paz, com uma metodologia de encontros entre familiares, facilitadores e psicólogos. Maria Lúcia, que tem formação em conciliação restaurativa e mediação entre vítima ofensor, explica que o objetivo é oferecer conforto e tratamento para os traumas.
“A justiça restaurativa nos deixa entusiasmados, porque é uma forma de levar a segurança da justiça a essas famílias que já estão desacreditadas da sociedade como um todo. Nos círculos, todos são ouvidos, é conhecida a necessidade de cada um e as consequências da violência. O dano causado é uma forma de reparação”, explica a servidora responsável.
Os casos, de homicídios consumados ou tentados, serão selecionados pela juíza Renata Farias, que durante audiência pode perceber a necessidade das famílias mais fragilizadas, despachar e encaminhar os dados à Maria Lúcia. Em alguns casos, podem, inclusive, participar o ofensor – caso haja abertura e pedido por parte dos familiares das vítimas. (Centro de Comunicação Social do TJGO)

Autor(a): Da Redação

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