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Faltou energia elétrica, água e segurança pública

Cidade Comentários 11 de dezembro de 2015

Numa semana atípica, a população anapolina ficou sem serviços essenciais prestados pelo poder público


Um verdadeiro tríplice apagão. Foi o que a população anapolina enfrentou durante a semana, com a falta de energia elétrica, a falta de água e a paralisação da Polícia Civil e parte do efetivo da Polícia Militar. A repercussão foi imediata, principalmente na Câmara Municipal, de onde partiram muitas críticas e cobranças ao Governo do Estado pelos acontecimentos.
Depois de enfrentar um período crítico de falta d’água, que levou a Cidade a enfrentar um esquema emergencial de revezamento, a população voltou a ficar desabastecida do produto, por conta de um problema no fornecimento de energia elétrica na estação de captação do Ribeirão Piancó, que começou na terça-feira (08) e só foi solucionado no dia seguinte, quarta-feira (09). Porém, na quinta-feira (10), em vários bairros de Anápolis, a água ainda não havia chegado às torneiras até o início da tarde, causando muita revolta por parte dos usuários, que são cobrados com multa quando há um dia de atraso no pagamento da conta de água e, da mesma forma, da conta de energia elétrica.
O vereador Jakson Charles (PSB), foi um dos que criticou com veemência o problema. “Um descaso para com Anápolis, quando não é problema com a Saneago e com a Celg”, disparou, informando que tem buscado, sem sucesso, alguma resposta junto à Companhia Energética, sobre a qualidade ruim do atendimento no Município. Segundo o vereador, o jeito, agora, será recorrer ao Ministério Público, a fim de que alguma providência seja tomada. “O povo está abandonado e inseguro, sem água, energia e sem polícia”, criticou o parlamentar.
A vereadora Mírian Garcia (PSDB) disse ter conversado sobre a questão com um diretor da CELG - que preferiu não citar o nome - e o mesmo teria confidenciado que a situação tende a piorar, em função das indefinições que estão ocorrendo em face à federalização da companhia. Para o Vereador Vilmar Silvestre, o Governo detém 49 de participação da empresa (51% são da Eletrobrás), que seria suficiente para, pelo menos, fazer uma cobrança de melhorias no sistema em Anápolis.
Ainda, na sessão de quarta-feira, seguiram as queixas. O vereador Gleimo Martins (PTN) disse que recebeu inúmeras reclamações por parte de moradores da Vila Alexandrina, pela falta de energia na noite anterior. O seu colega Wederson Lopes completou que, na região do Parque Brasília, a energia faltou desde as 15 horas até o final da noite. E, segundo ele, o transtorno maior foi para os comerciantes, sobretudo os pequenos, que não têm como armazenar produtos perecíveis. O vereador Miguel Marrula criticou a CELG, pela retirada do plantão da Cidade. Em sua avaliação, foi um grande erro, dado ao tamanho da Cidade e das suas demandas.
O transtorno com a falta de energia foi, também, estendido ao trânsito, já que muitos semáforos deixaram de funcionar. Muita gente ficou exposta a riscos de segurança, uma vez que não conseguiram adentrar as residências com acesso por portões eletrônicos.
Em relação à segurança, na quinta-feira pela manhã, o atendimento nas delegacias da Cidade já havia se normalizado. A Polícia Militar não deixou a população totalmente a descoberto, funcionando parcialmente nas 24 horas de paralisação programada pela categoria por melhores salários e condições de trabalho não atendidos pelo Governo do Estado.

SANEAGO
Segundo a Gerente do Distrito da Saneago em Anápolis, Tânia Valeriano, a falta de energia ocorrer a partir do início da tarde de terça-feira (08) e a CELG só restabeleceu o fornecimento na estação do Piancó - que é responsável pelo abastecimento de 80% da população - na manhã do dia seguinte. Com isso, os reservatórios foram esvaziados. Contudo, após a normalização da energia, o bombeamento foi retomado à plena carga. Mas há certa demora até que todos os reservatórios sejam abastecidos.
Questionada sobre o porquê de a empresa não adotar medidas preventivas para se evitar problemas como este, Tânia Valeriano explicou que, no caso, não adiantaria instalar um grupo gerador. Haveria A necessidade de se instalar uma usina de maior capacidade. E, conforme observou, isso demandaria um investimento alto, na casa de R$ 20 milhões. A estatal avalia se seria viável investir todo este recurso para ser utilizado por poucas vezes, ou, locar esta verba para outro tipo de investimento mais necessário.

CELG
A Companhia Energética de Goiás, por força da legislação, divulga o chamado Aviso de Interrupção de Energia Elétrica Programada (AIP). O Jornal Contexto consultou no site da empresa e não encontrou nenhum aviso referente À interrupção do fornecimento em Anápolis nas AIPs de número 142 a 144.

Autor(a): Claudius Brito

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