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Falta de água trava projetos da construção civil no Município

Cidade Comentários 01 de abril de 2016

Nenhum empreendimento a partir de 20 unidades obtém autorização da SANEAGO


Está suspensa, por tempo indeterminado, a expedição do AVTO (Atestado de Viabilidade Técnico Operacional), ou seja, a licença para a edificação de condomínios acima de 20 unidades em Anápolis. Esta medida foi denunciada na quarta-feira, durante a reunião ordinária de Diretoria da Associação Comercial e Industrial e confirmada pela gerência da SANEAGO no Município, na quinta-feira, 31. O motivo é o de sempre: a baixa oferta de água tratada, no momento, não atende à expansão urbana pretendida. A única saída, de acordo com a própria empresa, é se o dono do empreendimento viabilizar fontes alternativas (poços artesianos, por exemplo), mesmo assim, com o acompanhamento dos técnicos da SANEAGO que podem, ou não, liberar a obra. Em caso de liberação, todo o acervo é doado à Empresa que passa a gerir o sistema.
A situação passou a ser desesperadora e um empresário presente à reunião disse que caso persista esta situação, a tendência é a migração das empresas do setor de construção civil para outras regiões do Estado e do País. Outras estão mudando de ramo. Uma dela anunciou investimentos no plantio de soja no Estado do Piauí. “Como é que vamos construir casas e apartamentos se a SAEAGO não autoriza as ligações de água?”, indagou o empresário. A falta de água potável tratada em Anápolis é decorrente da interrupção do projeto de ampliação do Sistema Piancó, estagnado desde outubro de 2014, conforme apurou o Jornal Contexto. O plano global prevê o aumento da reservação de água; a duplicação do sistema de bombeamento do Ribeirão Piancó e a ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) que fica no Jardim das Américas I Etapa. Ocorre que, segundo fontes da própria SANEAGO, o projeto está parado por falta de recursos, o que obrigou a radical tomada da decisão. Um ou outro empreendimento, de menor porte, é liberado, pois no caso, aplicam-se arranjos de aproveitamento das chamadas pontas de rede já existentes. Mas, hoje, se um empreendedor quiser, por exemplo, construir um prédio com 20 apartamentos, esbarra na impossibilidade da expedição da AVTO. Em resumo: Anápolis não tem água tratada para um projeto de expansão urbana em curto prazo.
Assim sendo, os empresários do setor imobiliário pretendem fazer um movimento na Cidade, com o objetivo de cobrar do Governo do Estado uma definição para o caso. No entendimento da categoria, como Anápolis é uma cidade de porte médio, há a imperiosa necessidade de se proceder a oferta de mais água potável tratada, pois os empreendimentos coletivos sejam eles condomínios verticais, ou, horizontais, necessitam desse suporte. Muitos projetos já em fase final de elaboração foram interrompidos ou, adiados e, de acordo com a SANEAGO, não há como liberá-los, pelo menos por enquanto. E, caso seja retomada a obra de ampliação do sistema, isto demoraria, pelo menos, mais um ano, ou seja, nesse período os empreendimentos imobiliários coletivos amargarão o prejuízo já descrito. Isto, sem contar o problema social, como o desemprego no setor, pois muitas obras foram interrompidas ou, postergadas. Na SANEAGO tem-se como certo que a reativação do projeto de expansão do sistema de água potável em Anápolis passa pelo viés político e, segundo um dos dirigentes da empresa na Cidade, “se não houver uma mobilização nesse sentido, o povo anapolino ainda vai penar por muito tempo com a falta de água e com a falta de perspectivas”.

Autor(a): Nilton Pereira

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