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“Faço política de maneira diferente”

Política Comentários 04 de junho de 2010

O pré-candidato da Nova Frente, Vanderlan Cardoso (PR), esteve em Anápolis na última terça-feira, 1º, para conhecer as instalações do local onde, em breve, vai funcionar o QG de sua campanha para o Governo de Goiás. Antes da entrevista ao Jornal Contexto, no escritório político que fica na Rua Firmo de Velasco, região central, o ex-prefeito de Senador Canedo se reuniu com um grupo de vereadores da cidade e também com lideranças religiosas. Em sua fala, Vanderlan Cardoso fez questão, por várias vezes, de reiterar que os boatos surgidos em torno da pré-candidatura têm ocorrido, “porque estamos incomodando. Caso contrário, não estariam preocupados conosco”. Ele reconheceu que seu nome ainda aparece timidamente nas pesquisas de intenção de votos, mas acredita que este cenário vai mudar quando a campanha, efetivamente, ganhar as ruas.


Crise com PSB
Sobre a crise que estaria ocorrendo com o PSB, devido a críticas que o presidente da sigla, Barbosa Neto, fez à condução da campanha da Nova Frente, Vanderlan Cardoso reagiu afirmando que se trata de uma questão natural e enfatizou que “o PSB nunca esteve fora da Nova Frente”, disse, acrescentando que o próprio Barbosa Neto é considerado o “pai”, ou seja, um dos idealizadores do movimento, que pretende ser um contraponto à polarização entre as pré-candidaturas de Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB)

“Namoro” com o DEM
O pré-candidato assinalou que desconhece o fato de já ter havido uma definição do Democratas em favor da aliança com os tucanos. “Aliás, estive recentemente conversando com o Caiado (deputado Ronaldo Caiado-DEM) sobre a vinda do partido para a Nova Frente. E o que eu posso afirmar, com 100 por cento de certeza, é que definição só vai acontecer mesmo com as convenções partidárias”. Ele disse que não houve nenhuma declaração de apoio do Democratas a qualquer outro partido ainda em relação à eleição majoritária.

Apoio do PP
Vanderlan Cardoso também foi questionado sobre uma eventual fragilidade no apoio que estaria sendo oferecido pelo Partido Progressista, do Governador Alcides Rodrigues. “O PP está mais na campanha do que o próprio PR”, destacou, acrescentando que não há nenhum problema, também, em relação a esta questão que, em sua opinião, é uma questão definitiva e fechada. O pivô da discussão entre o PP e o PR seria a montagem do staff da campanha. Mas, o pré-candidato adiantou que não há motivo para pressa. “Isso será resolvido no momento certo. O Governador Alcides Rodrigues começou a sua campanha em agosto, nós ainda estamos no início de junho. Está muito longe ainda”, ponderou.

Outros partidos
Sobre as negociações com outros partidos, Vanderlan Cardoso adiantou que o diálogo está aberto com o DEM, assim como, também, com o PDT e o PTB que, conforme avaliou, dos oito prefeitos que possui a legenda, seis estão apoiando o seu projeto político. Dos outros dois, um apóia Iris Rezende e o outro Marconi Perillo. O pré-candidato foi cauteloso ao falar sobre as conversações com o PSC que ele mencionou merecer um maior sigilo sem, no entanto, justificar os motivos e dizendo, apenas, que se trata de uma questão mais complexa. Com relação ao PSB ele considera que o apoio está fechado, não descartando a possibilidade de haver dissidências pontuais. “Minha maneira de fazer política é diferente. Não fico constrangendo ninguém, não sou favorável a punições. Vem para o nosso lado, quem acreditar no projeto”, ressaltou.

Posição de Anápolis
O CONTEXTO questionou o pré-candidato do PR, se Anápolis deverá ser um palco de eventuais confrontos da Nova Frente, apoiada pelo Governador Alcides Rodrigues, e o PSDB, considerando o fato de Marconi Perillo ter o Município como uma de suas principais bases políticas e, da mesma forma, Alcides Rodrigues, seu “padrinho” na empreitada, ter também boa penetração no eleitorado local, já tendo sido administrador municipal, atuando como interventor, nomeado por Marconi, quando o mesmo era Governador. Vanderlan Cardoso tangenciou, dizendo que “quem vai ganhar com isso será o eleitor, que vai poder comparar as propostas”. Com essa resposta, deu a entender que, ainda, prefere não abrir a frente de batalha contra o adversário tucano no município.


Escolha do vice
Sobre a possibilidade de o candidato a vice em sua chapa ser de Anápolis, Vanderlan Cardoso não disse nem que sim, nem que não. Afirmou, apenas, que Anápolis tem muitas lideranças importantes e que essa questão não depende de uma decisão exclusivamente sua, mas passará pela conversação com os outros partidos que vão constituir a futura aliança da Nova Frente que, segundo ele, será ampla e com um espaço significativo de participação no horário gratuito da propaganda política.

Autor(a): Claudius Brito

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