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ExportAnápolis: Comércio além das fronteiras

Economia Comentários 17 de outubro de 2009

A presença do empresariado não foi a esperada, mas o ExportAnápolis, foi um evento de bom nível para as empresas e empresários que esperam ampliar os seus horizontes de negócios


Difundir a cultura exportadora, avaliar oportunidades, conhecer e apontar os caminhos que podem levar as empresas a abrirem mercados em outros países, são alguns dos objetivos do I Seminário ExportAnápolis, realizado pela Prefeitura Municipal e que contou com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Goiás. O evento aconteceu nesta quarta-feira,14, no auditório da Senai, com a presença de várias autoridades, dentre elas o prefeito Antônio Gomide e o secretário de Indústria e Comércio, Luiz Medeiros Pinto. A Fieg foi representada pelo presidente do Núcleo Regional de Anápolis, Waldyr O’ Dwyer.
O ExportAnápolis teve também o apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN), braço da Federação e parte integrante de uma rede nacional coordenada pela Confederação Nacional da Indústria, que tem por objetivo promover a inserção das empresas no mercado mundial. O analista de comércio exterior da Fieg, Leonardo Machado, foi um dos palestrantes do Seminário, abordando o tema: “Passo a passo para a exportação e os dados do comércio exterior de Goiás.
Participaram ainda como expositores o superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, Edson Juerg Leutert, ex-embaixador da Suíça no Brasil; Célia Regina de Azevedo Ricotta, Mestre em administração estratégica da UFRRJ; Ana Lúcia Gomes Schroder, gestora de negócios internacionais dos Correios; o empresário Rui Carlos e Silva, da Art’s Coração de Maria, eleita pelo Ministério do Desenvolvimento como destaque de maior exportadora na categoria microempresa; e Fernando Cecílio Daher, do Projeto Expansão Industrial Exportadora.
O superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, Edson Tavares, um dos palestrantes do evento, ressaltou a necessidade de o empresariado anapolino aproveitar as oportunidades que surgem tanto para as exportações como as importações e que hoje são muitas com a economia globalizada.

Porto Seco
Em sua palestra, Edson Tavares apontou ainda a necessidade de a classe política e empresarial de Anápolis se unirem, no intuito de sensibilizar o Tribunal de Contas do Estado (TCE), quanto a importância do processo de licitação do Aeroporto de Cargas, uma vez que sem o mesmo fica difícil viabilizar a Plataforma Logística e o entreposto da Zona Franca de Manaus. Segundo observou, já para o final do ano que vem, deve ser inaugurado o trecho da ferrovia Norte-Sul que corta o município, com a integração ao ramal da Ferrovia Centro Atlântica. Dessa forma, os modais rodoviários (acesso por rodovias a várias partes do país) e o ferroviário (através da interligação das malhas da Norte-Sul e Centro-Atlântica) estariam quase que consolidados, faltando o modal aéreo, para tornar a cidade num grande centro distribuidor de produtos para todo país e para o exterior.
O próprio Porto Seco é, hoje, uma das principais vitrines para a divulgação das potencialidades de Anápolis. Para se ter uma idéia, este ano a aduaneira já contabiliza em torno de 46% das cargas importadas por Goiás, o que é um recorde desde a sua inauguração, em 1999. No ano passado, as importações goianas chegaram a um volume de US$ 3 bilhões, desse total, quase que um terço por meio do Porto Seco. Para o ano que vem, as perspectivas são ainda maiores, com a entrada em operação do Terminal de Minério, através do qual a Yamana Gold deve fazer uma movimentação de cerca de 300 mil toneladas de minérios. Também deve aumentar o giro de veículos. Só a Hyundai mantém no pátio da aduaneira em média, cerca de seis mil carros.

Autor(a): Claudius Brito

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