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Exportações goianas marcham para retomada

Economia Comentários 24 de abril de 2009

Apesar da “marola”, as vendas externas tiveram volume recorde para a série histórica do mês de março - US$ 262,5 milhões. O empresariado de Goiás acredita numa gradativa melhora nos negócios a partir de agora


Os indicadores da balança comercial goiana sinalizam que, apesar dos efeitos da crise mundial, os negócios internacionais continuam fluindo, embora não com o vigor desejado. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (SIC), através da Superintendência de Comércio Exterior, no primeiro trimestre deste ano, as exportações de Goiás cresceram 0,6%, em relação ao mesmo período de 2008. As importações também registraram, no mesmo período, um aumento de 2,7%. Com o volume de compras superando as vendas para outros países. O saldo da balança fechou negativo em 27,4%.
Em valores nominais, as exportações atingiram um volume de US$ 624,4 milhões nos três primeiros meses deste ano, contra US$ 620,8 milhões em 2008. As importações somaram um volume US$ 592,5 milhões em 2009, contra US$ 577,3 milhões no ano passado. O saldo da balança comercial, no primeiro trimestre, recuou de US$ 43,4 milhões, em 2008, para US$ 31,5 milhões este ano.
Os números revelados pela SIC demonstram que, no histórico das exportações no mês de março (1999 a 2009), este ano cravou o volume recorde de US$ 262,5 milhões. Um crescimento de 39% em relação a março de 2008, que registrou a marca de vendas externas de US$ 188,9 milhões. As importações também atingiram índices recorde em março de 2009, com US$ 271,2 milhões de compras internacionais, um crescimento de 25% em relação a 2008, cujo total foi de US$ 216,9 milhões.
A boa notícia, principalmente sobre as importações, é que a maior parte dos produtos adquiridos de outros países não são bens de consumo não-duráveis. Mas, sim, mercadorias que servem ao crescimento do parque industrial. A lista é encabeçada por veículos automotores, tratores e suas partes (44,6% do total exportado), produtos farmacêuticos (15,6%) e máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (12,8%). Entre os produtos mais vendidos de Goiás para fora do país, a liderança continua absoluta do complexo soja (44,04% das exportações), seguido do complexo carne (23,25%). Outros destaques nas exportações goianas são: sulfeto de cobre (9,03%), ferroligas (4,47%), ouro (4,11%), amianto (2,77%), algodão (2,47%) e preparações alimentícias (2,33%).
Origem e destino
A China é, hoje, de acordo com o balanço apresentado pela SIC, o principal destino dos produtos exportados por Goiás, respondendo por 20,4% do total exportado. A seguir vêm os Países Baixos (11,7%); Espanha (6,5%); Índia (5,6%), Suíça e Rússia (4,9%); Hong Kong (4,8%); Reino Unido (4,7%), França (3,9%) e Irã (3,3%). Por outro lado, o principal fornecedor internacional é a Coréia do Sul (28,4%), seguido por Japão (15,3%); Estados Unidos (12,7%); Suíça (8,7%); Tailândia (7,6%); Alemanha (6,7%); Itália (4,8%); China (3,4%), França (2,2%) e Argentina (2%).
Claudius Brito
Análise da notícia
Os números fornecidos pela Secretaria de Indústria e Comércio, revelam que Goiás vem resistindo à “marola” da crise mundial. Embora, nos meses de março de 2008 e 2009 o saldo da balança tenha fechado negativo em US$ 27,9 e US$ 8,6 milhões, nota-se, que houve um decréscimo significativo do déficit para o mês em registro. Mas está longe do desempenho de 2005 e 2006, em que houve superávit (no mês de março) de US$ 134 milhões e US$ 136 milhões, respectivamente. Mas, houve, também, em março, um crescimento de 39% no volume de exportações no comparativo com 2008 e, este ano, no mês de março, com o volume recorde de US$ 262,5 milhões de vendas para fora do Brasil.
Chama a atenção um dado interessante sobre as importações. As compras internacionais de veículos e seus componentes estão diretamente relacionadas às montadoras de veículos, em especial a CAOA/Hyundai no Distrito Agroindustrial de Anápolis. O que explica a Coréia no topo da lista dos exportadores. Ainda na lista das importações, estão os produtos farmacêuticos - também em boa parte destinada ao pólo de produção de medicamentos do Daia - e de máquinas e equipamentos que, igualmente, são destinadas ao crescimento do parque industrial não só anapolino, mas de todo estado.
Outra boa notícia é que a participação goiana nas exportações brasileiras cresceu de 1,6% para 2% no trimestre de 2008 em relação a janeiro a março deste ano. As importações também avançaram de 1,61% no primeiro trimestre de 2008, para 2,1% nos três primeiros meses deste ano.
Os números de Anápolis
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ainda não divulgou o balanço do primeiro trimestre para os municípios. Os números disponíveis, relativos aos meses de janeiro e fevereiro deste ano, apontam também para uma tendência de crescimento no volume das exportações. As vendas de Anápolis para outros países tiveram um volume total de US$ 7,8 milhões, sendo que, em janeiro, somaram US$ 1,6 milhão. Já no mês de fevereiro, o volume de vendas externas foi de US$ 6,2 milhões, gerando um crescimento na ordem de 288,5%. As importações no bimestre chegaram a US$ 137,3 milhões, sendo US$ 66,3 milhões em janeiro e US$ 70,9 milhões no mês de fevereiro, com crescimento, portanto, de 6,9%. O saldo da balança fechou com déficit de US$ 129,4 milhões.
Os principais mercados de destino das exportações feitas por Anápolis, no primeiro bimestre deste ano, são: Irã (30,95%); França (27,23%); Eslovênia (19,8%); Argentina (5,97%); Estados Unidos (5,46%); Nigéria (2,86%); Venezuela (2,27%); Angola (1,73%), Índia (1,52%) e China (0,84%). Por outro lado, os países que mais vendem para Anápolis, são: Coréia do Sul (50,81%); Estados Unidos (18,99%); Suíça (9,96%); Índia (6,10%); Japão (5,58%); China (3,07%); França (1,42%); Alemanha (1,35%), Itália (1,03%) e Rússia (0,62%).

Autor(a): Claudius Brito

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