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Exportações e importações sofrem quedas sucessivas

Economia Comentários 06 de outubro de 2012

As vendas e as compras externas feitas por Anápolis, podem não repetir o bom desempenho de 2011, que teve recordes históricos


Os dados da balança comercial dos municípios, com referência até o mês de agosto último, apontam que as exportações e importações feitas por Anápolis, não devem repetir o crescimento registrado no ano passado. A crise econômica mundial e as recentes greves que prejudicaram a movimentação de cargas e os despachos aduaneiros no País, certamente, contribuem com esse cenário.
Segundo os números divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Midic), de janeiro a agosto deste ano, as exportações feitas por Anápolis registraram um volume de US$ 150,9 milhões. Já as importações somaram US$ 1,509 bilhão. Comparativamente ao mesmo período do ano passado, quando as vendas externas registraram volume de US$ 159,8 milhões, a queda foi de 5,56%. Já em relação às compras externas, o volume no período de janeiro a agosto foi de US$ 1,895 bilhão. Na comparação com o mesmo período deste ano, a queda foi de 19,85%.
No ano passado, as exportações e as importações feitas por Anápolis registraram números recordes na série histórica, que é feita desde o ano 2000. As vendas para outros países somaram mais de US$ 239 milhões, enquanto que as compras internacionais, atingiram a cifra de US$ 3,169 bilhões. Neste último caso, para se ter uma ideia, em 2010, as importações somaram US$ 2,517 bilhões, portanto, houve um crescimento de 25,89%. As exportações de 2010 fecharam em US$ 51,4 milhões e, em 2011, pularam para R$ 239 milhões, com acréscimo de 364%.
Ainda restando contabilizar os dados referentes aos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, ainda não dá para saber se os números das exportações e importações serão maiores ou menores que os registrados em 2011.

Mercados
Com relação aos mercados de destino das exportações feitas por Anápolis, uma novidade no levantamento do Midic é o surgimento das Ilhas Cayman na quinta colocação entre os países com maior participação. A liderança é dos Países Baixos (Holanda), com 54,37% de participação; em segundo a Alemanha, 11%; em terceiro a China, 9,86%; em quarto a França, 5,66% e em quinto as Ilhas Cayman com 4,07% de participação. Quanto as importações, os principais fornecedores internacionais são a Coréia do Sul, com participação de 43,63%; Alemanha, 21,11%; Estados Unidos, 12,57%; Suíça, 8,18% e China, 4,68%.
Fazem parte da pauta das exportações feitas por Anápolis a soja e derivados, carnes e medicamentos. Já os principais produtos importados são veículos e peças de veículos, medicamentos e insumos para a indústria químico-farmacêutica.

Autor(a): Claudius Brito

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