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Exportações cresceram mais de 180%

Economia Comentários 15 de abril de 2011

O resultado da balança comercial, divulgado em Brasília, trouxe um dado novo para Anápolis: o aumento significativo no volume das exportações feitas pelo Município


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MIDIC) acaba de divulgar o resultado da balança comercial por municípios, com os dados referentes ao mês de março último. Os dados trazem uma novidade: o crescimento das exportações feitas por Anápolis, no primeiro trimestre deste ano, registrou uma variação de 181,3% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações, também no primeiro trimestre, avançaram em relação a 2010, só que com uma variação menor: 19,8%.
O bom resultado das exportações se deve, principalmente, ao volume das vendas internacionais feitas no mês de março, somando US$ 24,7 milhões. Em março do ano passado, as exportações não passaram de US$ 8 milhões. O volume das vendas para o exterior, de janeiro a março deste ano, somou US$ 38,4 milhões contra apenas US$ 13,6 milhões dos três primeiros meses de 2010. Em relação às importações, o primeiro trimestre do ano teve um volume de US$ 703,3 milhões contra US$ 586,8 milhões do ano passado.
A lista dos principais compradores de Anápolis tem, na ordem, os seguintes países: Países Baixos (Holanda); Alemanha; China; Irã; França; Bangladesh (que é uma novidade na lista, inclusive); Hong Kong; Tailândia, Argentina e Uruguai. Já os maiores fornecedores, são: Coréia do Sul; Estados Unidos; Suíça; Alemanha; Japão; China; Índia; Rússia, Belarus e Itália. (veja o quadro com a participação de cada país)
A pauta de exportações ainda é liderada amplamente pela soja e seus derivados, além de carnes e medicamentos. Os produtos mais importados são os automóveis e peças de automóveis e insumos para a indústria farmacêutica.
O resultado da balança comercial, no caso de Anápolis, tem dois aspectos a serem analisados. O elevado volume de importações frente às exportações faz com que haja um déficit que, no trimestre, é de R$ 209,6 milhões. Entretanto, as importações sinalizam o crescimento do parque industrial local. Além disso, as compras internas ajudam na arrecadação de tributos para o município.

Setor automotivo
E, uma notícia boa veio de Brasília: a Câmara Federal aprovou, na última semana, a Medida Provisória 512/10, que concede mais incentivos fiscais à indústria automotiva instalada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste se vinculados a projetos com novos investimentos e pesquisa de novos produtos ou modelos de veículos. A matéria, aprovada na forma do projeto de lei de conversão, do deputado Moreira Mendes (PPS-RO), deve ser analisada ainda pelo Senado.
Segundo o relatório de Moreira Mendes, os novos projetos contemplados pela MP poderão contar com benefícios atuais da Lei 9.440/97 por quatro anos. Entre eles estão a redução de 100% do IPI e do Imposto de Importação sobre a compra de máquinas, equipamentos e moldes; e a redução de 90% do Imposto de Importação e de 45% do IPI na compra de matérias-primas, peças e pneus. (Com informações da Agência Câmara e do MDIC)


ExportaçõesParticipação (%)
1. PAÍSES BAIXOS - 37,13
2. ALEMANHA - 26,27
3. CHINA - 15,79
4. IRA - 7,59
5. FRANCA - 4,74
6. BANGLADESH - 3,11
7. HONG KONG - 1,87
8. TAILANDIA - 1,01
9. ARGENTINA - 0,61
10. URUGUAI - 0,37
11. ESPANHA - 0,22
12. ARABIA SAUDITA - 0,17

ImportaçõesParticipação (%)
1. COREIA DO SUL - 67,96
2. ESTADOS UNIDOS - 10,40
3. SUICA - 7,87
4. ALEMANHA - 3,01
5. JAPAO - 2,33
6. CHINA - 2,23
7. ÍNDIA - 1,69
8. RÚSSIA - 0,97
9. BELARUS - 0,84
10. ITALIA - 0,50
11. COLÔMBIA - 0,46
12. FRANÇA - 0,26

Autor(a): Claudius Brito

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