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Exportações crescem pouco e importações despencam em 2012

Economia Comentários 18 de janeiro de 2013

Complexo soja lidera a pauta das vendas externas. Automóveis, peças e acessórios e insumos da indústria farmacêutica estão no topo dos produtos adquiridos no mercado internacional


Num ano de muitas incertezas no mercado internacional devido à crise na Europa e as mudanças em curso na legislação que rege as alíquotas de importações, a balança comercial de Anápolis fechou 2012 com recorde na série histórica (desde a divulgação dos primeiros dados em 2000) nas exportações feitas pelo Município, que registraram um volume de R$ 245,7 milhões, com um crescimento pequeno em relação a 2011, quando o volume alcançado foi de US$ 239 milhões, portanto, uma variação de apenas 2,79%.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam que, em relação às exportações, o bom desempenho foi puxado pela alta nas vendas para outros países, ocorridas nos meses de junho, julho, outubro, novembro e dezembro quando em comparação ao mesmo mês do ano anterior, as vendas aumentaram em 60,62%, 47,89%, 21,84%, 65,77% e 36,02%, respectivamente. Nos demais meses do ano, na mesma comparação, as vendas externas retraíram.
As importações feitas por Anápolis não conseguiram chegar próximas ao recorde histórico da série registrado em 2011, quando o volume de compras internacionais chegou a US$ 3,169 bilhões. No ano passado, o volume foi de US$ 2,249 bilhões, ou seja, uma diferença negativa de 29,05%. Em apenas dois meses do ano passado, houve aumento no volume de importações no comparativo com 2011. Foram nos meses de março, com uma alta de apenas 5,88% e em maio, com alta de 28,44%. O pior mês foi o de dezembro, com uma diferença negativa, na comparação com o mesmo mês de 2011, de 60,48%.
A pauta das exportações feitas por Anápolis é liderada pelo complexo soja, com participação de 90,94% sobre o volume total das vendas externas, depois vem as carnes (2,94% de participação) e produtos médicos, químicos e remédios (2,49% de participação). Há ainda na lista máquinas e equipamentos diversos, peças e equipamentos de veículos, alimentos e produtos com valor agregado empregados na construção civil. Os 10 maiores mercados de destino, são: Países BaixosHolanda (49,56% de participação nas exportações feitas por Anápolis); Alemanha (14,76%), Ilhas Cayman (12,64%); China (6,54%), França (4,23%), Hong Kong (2,64%); Coréia do Sul (2,40%); Japão (1,58%); Eslovênia (1,13%) e Espanha (0,95%).
As importações feitas por Anápolis atendem em quase a sua totalidade os setores automotivo e da indústria química e farmacêutica, sendo que, de um lado, pode-se agrupar os produtos químicos e insumos farmacêuticos, medicamentos e outros do gênero, com participação de 46,41% e, de outro lado, veículos, peças, equipamentos e acessórios automotivos, com participação de 35,95%. Os 10 principais fornecedores das importações feitas por Anápolis, são: Coréia do Sul (40,73% de participação); Alemanha (20,11%); Estados Unidos (13,06%); Suíça (10,19%); China (4,75%); Índia (2,25%); México (1,71%); Japão (1,28%); Rússia (0,91) e Itália (0,89%).

Blocos econômicos
Segundo ainda o levantamento do MDIC, o bloco econômico com maior participação nas exportações feitas por Anápolis foi a União Européia, 70,64%. Seguido por: Ásia,13,98%; América 12,64%, fora os países do Mercosul; África, 0,73% e Mercosul 0,62%; demais blocos, 1,39%. Já em relação às importações, os principais blocos econômicos que movimentaram através de Anápolis, foram: Ásia, 49,96%; União Européia, 21,975; Estados Unidos (inclusive Porto Rico), 13,06%; Associação Européia de Livre Comércio (AELC), 10,19%; demais blocos, 2,57%.

Autor(a): Claudius Brito

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