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Exportações caminham para recorde histórico

Especial Comentários 29 de dezembro de 2014

Comércio exterior tem batido recordes tanto nas exportações como nas importações de produtos. Resultados mostram dinamismo de Anápolis


Os dados da balança comercial evidenciam o que a história vem contando ao longo de sua existência, desde que a região tornou-se um ponto de referência dos tropeiros. Veio o comércio, a indústria e, hoje, a economia continua dinâmica depois de passar por vários ciclos e muitos períodos de dificuldades. Mas, a abertura econômica proporcionou ao País e, em especial para Anápolis, com a sua vocação mercantil, abrir as fronteiras do mercado. E, se hoje a Cidade mais compra do que vende para outros países, é porque o seu parque industrial assim o determina, sobretudo, em função do polo farmacêutico e da indústria automobilística.
Uma análise sobre os dados do MDIC permite constatar que o crescimento, tanto das exportações como das importações, tem sido vertiginoso. No primeiro ano da série estatística (2000), as vendas externas foram de apenas US$ 322 mil. No ano de 2005, já saltou para US$ 38,7 milhões; em 2010, para US$ 51,4 milhões e, em 2013, chegou à marca recorde de US$ 271,2 milhões. As compras internacionais começaram o primeiro ano da série com um volume de negócios de US$ 72,9 milhões; em 2005, chegou a US$ 160,9 milhões e, o melhor resultado foi registrado em 2011, US$ 3,168 bilhões. No ano passado, fechou em US$ 2,316 milhões.
Vale lembrar que o polo farmacêutico começou a ser implantado a partir de 1999 e a indústria automotiva se instalou no Município a partir de 2007, período em que as importações sofreram uma grande alta, devido à importação de veículos, peças, motores e outros componentes de montagem. Estes dois segmentos, também, utilizam tecnologia de ponta e equipamentos importados.
As exportações feitas por Anápolis devem fechar o ano de 2014 com volume recorde de negócios, segundo apontam os dados da balança comercial dos municípios divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MIDC). De janeiro a outubro, as vendas para outros países somaram mais de US$ 260. Em todo o ano de 2013, as exportações fecharam em US$ 271,2 milhões. Em relação às importações, a melhor marca na série histórica foi registrada em 2011, com um volume de US$ 3,168 bilhões. Este ano, no período de janeiro a outubro, as compras externas somaram US$ 1,842 bilhão. No ano passado, fechou os 12 meses com US$ 2,312 bilhões.
Depois da queda acentuada registrada em setembro, quando as exportações somaram, apenas, US$ 795 mil, em outubro, o volume de vendas voltou a um patamar mais elevado: US$ 42,7 milhões. No ano, o melhor mês para as exportações foi o de maio, quando se atingiu o volume de US$ 43,9 milhões.
Em outubro, as importações somaram US$ 182,9 milhões, sendo que o pico ocorreu em agosto, com a soma de US$ 231 milhões.
A corrente de comércio, que representa o somatório das exportações e importações, registra nos 10 meses deste ano, um volume de US$ 2,102 milhões. A marca histórica da corrente de comércio é de 2011, quando atingiu a marca de US$ 3,407 milhões. Já o saldo da balança, que leva em conta o valor das exportações menos o valor das importações, apresenta ao longo de toda a série histórica, um quadro de déficit. Neste ano, no período de janeiro a outubro, o saldo ficou em US$ - 1,582 milhões. Na série histórica, o maior saldo (negativo) foi de US$ - 2,929 milhões. O alto déficit no saldo da balança comercial de Anápolis se deve ao fato da concentração de indústrias químico-farmacêuticas que importam insumos para a produção, além da montadora de automóveis (CAOA-Hyundai) que importa peças, componentes e veículos.
Os principais produtos exportados por Anápolis são a soja e derivados, carnes e medicamentos. Já, os principais itens importados são veículos, peças de veículos e insumos da indústria farmacêutica.

Brasil
O município que lidera o ranking das exportações no Brasil é Parauapebas (PA), que este ano, de janeiro a outubro, registrou um volume de vendas externas de US$ 6,544 bilhões. São Paulo é o maior importador, volume de US$ 17,681 bilhões e também o maior importador, US$ 11,391 bilhões.
O município de Alto Horizonte, dentre os 246 município goianos, é o melhor colocado entre os maiores exportadores, ocupando o 110º lugar, com volume de US$ 369,4 milhões, no período de janeiro a outubro deste ano. Anápolis ocupa o 140º lugar nas exportações (US$ 260 milhões) e o 25º lugar, em todo País, no ranking das importações (US$ 1,842 milhões) e o 43º lugar em corrente de comércio (US$ 2,102 bilhões).

Autor(a): Claudius Brito

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