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Excesso de carros e volume de obras dificultam o transporte coletivo

Trânsito Comentários 16 de maro de 2013

As reclamações dos usuários de ônibus urbanos sobre atrasos nas viagens não procedem. O problema é geral


Não são, somente, os usuários do transporte coletivo, em Anápolis, que estão sofrendo com atrasos em viagens e cumprimento de compromissos e obrigações. O problema é generalizado, afetando a toda a comunidade. E, não existem soluções mágicas de curto prazo. Tudo passa pela adoção do Plano Diretor de Trânsito, que a Prefeitura está elaborando, com vistas a racionalizar o sistema viário da Cidade. De nada adianta o ônibus sair no horário previsto do Terminal Urbano, se, alguns metros adiante ele vai ficar emperrado em congestionamentos e engarrafamentos que se formam logo nas primeiras horas do dia. A viagem de retorno (bairro-centro) é mais problemática ainda, pois o acesso ao Terminal é demorado, devido ao acúmulo de veículos na região central.
Da mesma forma, os cidadãos que têm veículos particulares estão passando por grandes dificuldades. Depois de oito da manhã é desaconselhável rodar na região central, a menos que o condutor não tenha compromissos com horário marcado e esteja disposto a passar vários minutos dentro do carro.. A explicação já é do conhecimento de todos. As ruas de Anápolis não comportam mais o volume de veículos em determinados horários. A cada dia que passa, são vendidos de 50 a 70 veículos (motos, carros, utilitários, caminhões, etc.) na Cidade. A maioria fica no Município, engrossando as estatísticas já existentes.

Agravante
A situação se agravou nos últimos meses, devido a uma série de intervenções para obras públicas de grande porte, como reparos nas canalizações de água e esgoto e, mais recentemente, a construção do viaduto no cruzamento das avenidas Brasil Norte e Fayad Hanna. Esta última provocou um extraordinário remanejamento no sistema de tráfego, afetando a mais de um terço da Cidade. Mas, não há saída. O único jeito é as pessoas se adaptarem. A empresa TCA informou que não pode alterar o itinerário das viagens por sua conta. Esses roteiros são estabelecidos pela Companhia Municipal de Trânsito e Transporte.
O que se recomenda é que os usuários saiam mais cedo de casa, compensando a demora no trajeto dos ônibus. Da mesma forma, recomenda-se aos proprietários de veículos particulares que busquem rotas alternativas e/ou que, igualmente, antecipem suas saídas de casa. Pelo menos, enquanto durar o período de interdição para as obras do viaduto.
A CMTT informou, também, que vai avaliar os primeiros dias das mudanças no sistema e que, se for necessário, e possível, promoverá adaptações. Mas, igualmente, orienta a que os condutores percorram rotas afastadas da região em obras e que os usuários do sistema de transporte coletivo saiam um pouco mais cedo de casa.

Casos concretos
João Batista tem uma van e trabalha com transporte escolar há sete anos em Anápolis e confessa que a situação é complicada. “Eu saía de casa por volta de seis e quinze da manhã, tempo suficiente para apanhar todos os passageiros do período matutino. Agora, saio meia hora antes. À tarde é a mesma coisa. Antes eu saía por volta de meio dia e meia. Agora, saio ao meio dia em ponto. Só à noite que a coisa ainda está sob controle. Já combinei com os estudantes e seus pais sobre a mudança, para que eles não cheguem atrasados na escola”. Batista disse que todos os colegas de profissão e estão fazendo o mesmo.
Kátia Soares mora na Vila Santa Maria de Nazareth, trabalha como recepcionista e entra para o serviço às sete e quinze. Antes, tomava o ônibus às seis e quarenta, o que permitia que ela chegasse a tempo. Hoje, Kátia toma o ônibus das seis e dez, caso queira chegar ao trabalho pontualmente.
Fernando Gonçalves é entregador de bebidas. Para ele, trabalhar no centro está cada vez mais difícil. “Não tem jeito. Enquanto não liberar a Brasil Norte vai ser assim. Mas, a Prefeitura tem de fazer a obra e a gente tem de trabalhar. Precisamos encontrar o meio termo”, assegura.

Autor(a): Nilton Pereira

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