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Ex-reitores e ex-prefeito de Anápolis são acusados

Geral Comentários 21 de fevereiro de 2013

Ministério Público Estadual manda bloquear bens dos envolvidos até que se apurem as responsabilidades de cada um


Dois ex-reitores da Universidade Estadual de Goiás - José Izecias de Oliveira e Luiz Francisco Arantes -, o ex-defensor-geral do Estado de Goiás, João Paulo Brzezinsk, além do ex-prefeito de Anápolis, Pedro Sahium, tiveram seu bens bloqueados pela justiça por suspeita de desvio de R$ 425,3 mil de convênios firmados com aquela instituição de ensino. A decisão é do juiz Rinaldo Aparecido Barros, da 11ª Vara Criminal de Goiânia, e atendeu ao pedido do Ministério Público de Goiás que acionou, ainda, outros três envolvidos: Francisco Afonso de Paulo, ex-coordenador de contratos e convênios da UEG, Carlos Roberto da Silva, servidor comissionado da UEG, e Paulo Henrique Sahium, tecnólogo em processamento de dados, irmão do ex-prefeito Pedro Sahium.
De acordo com o juiz, o bloqueio, que atingiu os sete envolvidos, tem como objetivo “garantir uma provável futura indenização, reparação ao erário ou, mesmo, evitar que alguém obtenha lucro com possível prática criminosa”. O desvio financeiro, conforme as investigações do MP-GO, foram para beneficiar a campanha política para deputado federal disputada por José Izecias, em 2006. Ele deixou aquela instituição de ensino em março de 2006 para concorrer na eleição, mas não conseguiu se eleger. Na operação, que foi denominada “Boca do Caixa”, os investigadores apuraram que o dinheiro desviado era de um convênio entre a UEG e do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Goiás para a qualificação de todos os professores da educação básica.
Ainda, conforme o que se apurou, a parceria foi celebrada para se cumprir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que exigia que a medida fosse executada até 2006. Para participar dos cursos, os professores pagavam para o Sindicato, que repassava os recursos para a UEG.
O golpe
Conforme divulgou o Ministério Público, em agosto de 2006, o destino do dinheiro oriundo dos cursos passou para a conta do Instituto Brasileiro de Ensino, Pesquisa, Extensão e Tecnologia, cujo proprietário era o advogado João Paulo Brzezinsk, que advogava para José Izecias, então, reitor da Universidade Estadual de Goiás.
Mesmo sem ter contratos firmados com a Universidade ou o Sindicato, o Instituto começou a receber recursos no dia 23 de agosto de 2006. Naquela data foi feito um depósito bancário de R$ 325,3 mil. Passados sete dias, foram mais R$ 100 mil. O Ministério Público constatou que em 20 de setembro de 2006, outros R$ 300 mil caíram na conta, mas foram devolvidos à instituição. De acordo com a denúncia dos promotores integrantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) Denis Bimbati; Juan Borges de Abreu, Vinícius Marçal e Luís Guilherme Gimenes, ao todo, foram depositados na conta da empresa de Brzezinsk R$ 725,3 mil. Diz a denúncia que o dinheiro era sacado na boca do caixa bancário e distribuído pelo ex-defensor-geral para as pessoas indicadas por Izecias. Ex-defensor-geral de Goiás, Brzezinsk deixou o cargo em outubro do ano passado.
Esta movimentação foi comprovada pela Operação do MP-GO, que foi deflagrada em dezembro do ano passado. Com a análise do sigilo bancário, dados de notebooks, pen drive e tablet, que foram apreendidos, os investigadores indicam que os cheques emitidos pelo Ibepet foram sacados por Francisco Afonso de Paulo e Carlos Roberto da Silva. O ex-reitor da UEG, Luís Francisco Arantes, deixou a instituição em 2012, mas ocupa cargo comissionado no Estado de Goiás assim como Carlos Roberto da Silva. Os envolvidos vão responder processo por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato.
Justificativa
O ex-prefeito Pedro Sahium disse que está tomando as providências necessárias para se defender, adiantando que não tem nenhum envolvimento com o assunto. Ele justifica que, inclusive, estava afastado da UEG na época do suposto ocorrido (Pedro é professor concursado, mas estava no exercício do cargo de Prefeito de Anápolis) e que não tem qualquer conhecimento a respeito do caso. Também disse que não trabalhou para qualquer candidatura e acrescentou que não pode responder por seu irmão (Paulo Sahium), também citado na peça acusatória, mas, igualmente, não acredita que o mesmo tenha participado de qualquer ato ilegal. “Ele, de fato, trabalhou na campanha do professor José Izecias, cuidando de um comitê na Região Norte da Cidade, uma coisa absoltamente normal. Não sei se ele recebeu algum pagamento, mas mesmo que tenha recebido, não teria a obrigação de saber a origem do dinheiro”, disse o ex-prefeito Sahium.

Autor(a): Da Redação

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