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Ex-militares debatem reintegração de carreira

Geral Comentários 09 de outubro de 2015

Questão envolve aprovados em concurso de 1994, que foram dispensados sem explicações


Na noite da última terça-feira,06, a Câmara Municipal, através do gabinete do vereador Gleimo Martins (PTN), realizou audiência pública para discutir a reintegração de carreira dos militares concursados da Aeronáutica. O autor da iniciativa explicou que trata-se do grupo de soldados que ingressaram na carreira através de concurso público a partir do ano de 1994, mas, sem explicação dos comandantes da época, ou dos governantes, foram dispensados.


“Em 2001, dispensaram a primeira turma e nos anos seguintes foram liberando gradativamente outros soldados. Essa audiência é para esclarecer o andamento dos processos que foram abertos na Justiça para resolver esse problema que nos impediram de seguir com a carreira militar, um direito que adquirimos quando conquistamos nossa vaga através de concurso público”, disse Gleimo Martins, um dos dispensados da Aeronáutica em 2005.


Édson Teixeira, também militar dispensado, é o presidente da Associação dos Amigos da Força Aérea Brasileira (AAFAB) em Goiás, grupo criado para defender o interesse desse pessoal que luta pela reintegração de carreira. Ele explicou que o problema não acontece só com soldados de Anápolis, mas de Goiás e de todo Brasil. “Existem processos abertos na Justiça que já correu em todas as instâncias sem resultados. Não entendemos porque não concluem o julgamento. Alguns colegas conseguiram continuar no serviço por liminar, mas a maioria teve a carreira interrompida sem justificativaa”, disse.


O presidente da AAFAB em Goiás, disse ainda que o objetivo dos envolvidos nesta causa é conseguir a reintegração da carreira com todos os direitos perdidos ao longo dos últimos 15 anos. “Inclusive com as promoções. O edital do concurso que fizemos liberou 22 vagas para 1.200 pessoas inscritas. Estudamos, fomos aprovados e tínhamos o direito de subir a patente até sub-oficial”, lamentou.


O presidente da AAFAB nacional, Marcelo Lopes Costa, disse que, apesar de os soldados terem sido dispensados a partir de 2001, eles continuam ativos em todos órgãos públicos, inclusive na Previdência Social. “Nosso processo chegou ao STF e foi engavetado. Não fizeram questão de analisar o mérito da nossa causa. Por esse motivo fomos aos Estados Unidos e recorremos a Comissão Inter-Americana dos Direitos Humanos, hoje vamos trazer boas notícias aos nossos colegas”, garantiu.


Marcelo Lopes contou que a Justiça Internacional só abriria a investigação caso o processo fosse legal. Segundo ele, o pedido de análise da causa foi aceito e de início foram detectadas várias irregularidades, entre elas danos morais e não cumprimento do edital de um concurso público. “O Ministério Público em Brasília também foi acionado, nosso objetivo é lutar pelos nossos direitos que foram tirados sem justificativa. Com a interferência da Justiça Internacional nossa esperança de resolver o impasse está maior”, afirmou.

Autor(a): Da Redação

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