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Ex-comandante diz ser legítima preocupação da sociedade

Cidade Comentários 04 de outubro de 2013

Coronel Aviador Cícero Ceccato afirma a decisão sobre a renovação da frota está nas mãos da Presidente Dilma Rousseff


“Nosso sentimento é de tristeza, mas sem perder a esperança”. A frase resume o sentimento do ex-comandante da BAAN, ex-piloto do 1º GDA e atualmente assessor do Ministério da Defesa na área internacional, Coronel-Aviador Cícero Ceccato, em relação às mudanças que poderão ocorrer no Grupo de Defesa Aérea. Ele esteve em Anápolis na última quarta-feira, 02, participando de um encontro do Rotary Clube Anápolis e, na oportunidade, disse ao CONTEXTO que vê a preocupação da sociedade como um fator positivo.
Com a autoridade de quem já esteve no grupo de trabalho da primeira fase do Programa FX e de quem viveu parte da vida na Força Aérea, Ceccato observou que, hoje, a decisão sobre a renovação da frota está nas mãos da Presidente Dilma Rousseff. “Esperamos que haja uma solução correta e adequada para a Base Aérea de Anápolis”, reforçou, lembrando que a unidade foi sempre um modelo na parte técnico-operacional e de elevado nível de doutrinamento, formação de pessoal, “um resultado de mais de 30 anos de trabalho e dedicação exclusiva dos homens da FAB”, disse, acrescentando: “a Base Aérea não seria o que é sem os anapolinos, assim como Anápolis não seria o que é sem a Base Aérea”. Conforme ressaltou o ex-comandante da BAAN, é legítima a preocupação da sociedade e reflete, também, o seu pensamento.

História
Enquanto a disputa já se arrasta há cinco anos, impera entre os anapolinos o fantasma de que algo possa não dar certo e uma história que começou a ser construída há mais de quatro décadas, não tenha um bom desfecho.
A Base Aérea de Anápolis começou a ser projetada no final da década de 60. Estudos realizados à época pelo Sistema de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Sisdacta), apontaram que o Município reunia condições necessárias - principalmente climáticas - para a implantação da unidade da aeronáutica. A construção do complexo aeronáutico começou em nove de fevereiro de 1972. Em março daquele ano, na França, era realizado o primeiro voo do Mirage com o cocar da Força Aérea Brasileira. No mês de maio, oito pilotos brasileiros foram para Dijon participar dos treinamentos visando adaptação às aeronaves recém-adquiridas e ficaram conhecidos como os “Dijon Boys”.
Com a vinda da Base Aérea, Anápolis foi elevada à condição de área de interesse da Segurança Nacional. E, de acordo com a legislação da época, não poderia eleger os seus mandatários políticos. Os prefeitos eram indicados. Com a redemocratização do País, os anapolinos reconquistaram o direito de eleger os seus representantes para o Executivo Municipal.
Em 27 de março de 1973, foi realizado em Anápolis o primeiro voo do supersônico F-103 Mirage, fato que oficialmente deu início às atividades da 1ª. Ala de Defesa Aérea (1ª. Alada). Mais tarde, ela foi transformada no 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA), também denominado Grupo Jaguar. Este grupo tem como missão, executar operações de defesa aérea, como o propósito de impedir a utilização do espaço aéreo brasileiro para a prática de atos hostis contra seu território ou contrários aos interesses nacionais.
A partir de julho de 2002, a Base Aérea de Anápolis passou, também, a sediar o 2º e 6º Grupo de Aviação, integrantes do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), com as modernas aeronaves R99-A e R99-B, equipadas com radares e equipamentos de sensoriamento remoto.

Curiosidade
Anápolis é uma das poucas cidades no mundo a ter duas aeronaves supersônicas em exposição aberta e permanente ao público. A primeira foi implantada na Praça Americano do Brasil, na região central e, a segunda, na entrada da Base Aérea, à margem da BR-414. Esta última, inaugurada numa solenidade que teve a presença histórica de cinco dos oito “Dijon Boys”: o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Ivan Moacyr da Frota; o Coronel-Aviador Jorge Frederico Bins; o Coronel-Aviador Ivan Von Trompowski Douat Taulois; o Coronel-Aviador Thomas Anthony Blower e o Coronel-Aviador José Isaías Villaça. Os outros são: o Major-Aviador Ronald Eduardo Jaeckel e o Major-Aviador Lúcio Starling de Carvalho.

Autor(a): Claudius Brito

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