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“Eu e o Jornal Contexto somos um”

Especial Comentários 29 de dezembro de 2014

Refletir, com fidelidade, o cotidiano, os costumes e a história dos anapolinos. Idealizador do Jornal Contexto, que completa com esta edição de número 500, dez anos, Vander Lúcio Barbosa fala como o sonho de criação deste periódico se concretizou. De acordo com ele, o desejo de uma cidade melhor se reflete nas páginas do Contexto, que contribui, significativamente, para o desenvolvimento do Município. Neste emaranhado de fatos que se transformam em notícia, Vander Lúcio sabe que o Contexto “é o jornal de Anápolis e para Anápolis, comprometido com a verdade dos fatos, com a ética, com os bons costumes e com a moral do seu povo”.


O Contexto foi criado a partir de um sonho ou de uma visão de mercado?
Os dois. Apenas a visão de mercado não seria possível, pois, desde a primeira hora, sabíamos das dificuldades que enfrentaríamos para implantar mais um veículo impresso em Anápolis. Precisávamos ser impulsionados pelo sonho, pelo ideal de promovermos na Cidade que nos acolheu, uma imprensa séria, cidadã, compromissada com os ideais de servir à comunidade. Tínhamos um planejamento e, graças a Deus, ele se concretizou conforme o idealizado. O Contexto, por cinco anos, se manteve deficitário financeiramente. Mas, isso estava previsto e já foi superado.
Por que criar um jornal impresso num tempo onde as mídias digitais ocupam cada vez mais espaço?
Quando criamos o CONTEXTO, nos pautamos por um estudo que apontava que, em razão do avanço da mídia digital, muitos veículos, em todo o mundo, sofreriam um definhamento em suas estruturas. E, isso, de fato, se concretizou. Inclusive no Brasil, onde muitas publicações enfrentaram, ou, ainda enfrentam esse problema. Por outro lado, este mesmo estudo mostrava que os veículos regionais que apostassem numa proposta mais comprometida com a comunidade em que estão inseridos, dando prioridade para as demandas locais, ao contrário dos grandes, sobreviveriam e teriam, até, relativo sucesso. É o caso do CONTEXTO, que tem, desde a sua fundação, o compromisso único com a população anapolina, nas suas mais variadas vertentes.
O slogan ‘O jornal de Anápolis’ serve para expressar a abrangência do Contexto ou você entende que ele já ultrapassou as barreiras do Município?
É o jornal de Anápolis e para Anápolis, embora a sua abrangência ultrapasse os limites do Município. O CONTEXTO circula, além de Anápolis, em todas as cidades circunvizinhas da sua sede e nos principais pontos da Capital. E, mais: o jornal mantém uma linha aberta e gratuita, por meio do seu site, com todos aqueles que se interessam por Anápolis e queiram se manter informados sobre a melhor cidade do País. Temos leitores, graças à web, em quase todos os países do mundo. Outro dia, tiramos um extrato sobre a abrangência do jornal. O gráfico nos mostrou acessos de leitores situados em 157 países mundo afora. É gente de Anápolis, de Goiás, que se encontra fora do País e está ávida por notícias de sua terra. Isso, num bom conceito, nos orgulha e nos envaidece. Saber que somos companhia e um ponto de referência para centenas de pessoas que estão fora de Anápolis e que precisam, de uma forma ou de outra, saber o que se passa na Manchester Goiana.
Qual foi a relevância do leitor anapolino para a criação do Contexto?
Sou anapolino por opção. Sou anapolino porque Anápolis me adotou. Sou anapolino porque o povo deste Município assim o quis, porque a Câmara Municipal me certificou, diplomou como tal. Então, sei o que o povo desta Cidade quer. Esse povo, o mais politizado do Estado, quer uma Cidade pautada na ordem, no progresso, na civilidade. Quer a fraternidade, o respeito aos seus valores, aos seus costumes. O anapolino faz questão de ser bairrista. O anapolino se orgulha de sua Base Aérea; do seu DAIA; de sua UEG; de suas faculdades; de suas entidades classistas; de suas ONGs, de sua APAE; do seu Abrigo dos Velhos “Professor Nicéphoro”; de seus times de futebol, das belezas de suas praças e das paisagens dos seus distritos administrativos e da sua zona rural. O anapolino quer o seu Ribeirão Antas preservado. Quer as suas calçadas em conformidade com os conceitos da mobilidade urbana. O anapolino quer o seu comércio forte, a sua juventude forte, sadia e atuante. Foi pensando em cada um desses pontos elencados que pautamos a linha editorial do CONTEXTO. É observando, atentamente, o comportamento do anapolino que nos norteamos. O CONTEXTO é o extrato, é a essência, é o tutano dos ideais de seus leitores. O CONTEXTO é povo, é um jornal comum, que fala e se envolve com os usos e os costumes da cidade que o acolhe.
Como foi a consulta popular para determinar a linha editorial a ser seguida?
Consulta popular? Não teve. Ouvi o meu coração. Aconselhei-me com dois amigos - Nilton Pereira e Arinilson Mariano – e com minha família. Como disse lá atrás, em outras palavras, eu e o CONTEXTO somos um. Somos o extrato do sentimento do que Anápolis merece. E Anápolis merece uma imprensa sadia, forte e independente.
Mesmo sob o risco do negócio dar errado, por falta de anunciantes, por exemplo, valia a pena arriscar?
Minha vida, desde os dez anos, quando decidi, por inspiração de Deus, que seria um homem de comunicação a serviço do bem, foi pautada por ações, por atitudes de riscos. Para se posicionar como empreendedor é preciso correr riscos, enfrentar o medo, a incerteza, a ansiedade. É preciso acreditar no amanhã pautado na fé que existe um Deus que zela por você, que cuida dos seus. Um Deus fiel que não desampara os justos. O meu primeiro risco eu corri aos 12 anos. Era jornaleiro, vendia jornal de porta em porta e, para incrementar as vendas, comprei na, então, Lojas Onogás, em prestações, com a ajuda de um cliente e amigo por nome Honorato, uma bicicleta para ir mais longe e chegar mais rápido aos clientes. Corri risco ao adquirir a bicicleta sem recursos financeiros. E, assim, seguimos a vida.

Como foi o processo de construção do jornal até o fortalecimento da marca e a sua estabilidade financeira?
O processo de construção não foi fácil, mas foi empolgante e desafiante como toda coisa boa que tenho experimentado. No primeiro número, em 24 de dezembro de 2004, éramos três sócios. Eu, Arinilson Mariano e o publicitário Carlos Nogueira. Logo no segundo número, tivemos que abrir mão do Carlos Nogueira, que teria que abraçar outros projetos. No terceiro ano, com o jornal ainda não consolidado e também capenga financeiramente, tive que liberar o irmão Arinilson Mariano de suas obrigações para com o Jornal. Ele precisava dedicar-se, com mais atenção, ao seu escritório de advocacia que crescia de maneira surpreendente. Sozinho e com poucos anunciantes, tive que recorrer a outros braços, a outros recursos financeiros para manter o jornal. A ajuda veio do Guia Anápolis e da Arte em Propaganda, duas empresas do grupo que ajudaram a manter o CONTEXTO até o seu quinto ano. Hoje, a estabilidade financeira chegou graças aos investimentos publicitários de vários amigos, de várias empresas, pequenas, médias e grandes no jornal. Hoje podemos dizer, feliz, que o CONTEXTO deu certo.
Quem foram os seus principais colaboradores em 2004? Você poderia citar uma pessoa em especial e descrever como ela contribuiu para fortalecer o periódico? Não poderia citar apenas uma pessoa. Perdoem-me a falha de memória aqueles que por ventura eu não me lembrar de citá-los. Administrativamente, não poderia deixar de trazer os nomes de Arinilson Mariano (co-fundador) , o Carlos Nogueira, minha esposa Lina Di Clemente, o meu irmão Vôney Silva e, em especial, os filhos Anna Rhaíssa e Victor Yuri, que, embora adolescentes, já trabalhavam nas empresas que ajudaram no sustento do jornal. Editorialmente, foram peças importantes para o engate do semanário os jornalistas Nilton Pereira (Nilton Pereira e Vander Lúcio são amigos há 39 anos); Orisvaldo Pires, Flávio Mobarolli e o Marcos Vieira. Ainda, nos primeiros passos, contamos com o apoio dos jornalistas Henrique Morgantini; Gisele Garcia; Joyce Honorato, Letícia Jury e do fotógrafo Affonso Lima. Como articulistas, temos, desde a primeira hora, os amigos Elias Hanna e Samuel Vieira. Tivemos, ainda, como incentivadores financeiros os empresários Miguel Moreira Braga (falecido); Lacy Martins; Edson Tavares; Deocleciano Moreira Alves (falecido); Ridoval Chiareloto e outros amigos não menos importantes para a consolidação do jornal.
Como você faz para medir a aceitação do leitor?
Essa medição é espontânea. Mede-se através de um abraço na rua, de um cumprimento, de uma mensagem por e-mail, por uma solicitação de amizade no Facebook, por um acesso no site do Jornal, pela aproximação do anunciante, pelo aumento, a cada dia, das vendas do CONTEXTO nas bancas. O jornal, desde a sua fundação, segue, ano após ano, líder de mercado em Anápolis, segundo fontes de pesquisa de institutos sérios, como o VOGA, e do Núcleo de Pesquisas da UEG, por encomenda da CDL. A última aferição apontou o CONTEXTO como detentor de 74.1% da preferência do público leitor de jornais em Anápolis. Isso diz que, se juntadas todas as publicações do gênero que veiculam no Município, o CONTEXTO arrasta para as suas páginas a maioria absoluta dos pesquisados.
Já houve interferência de qualquer ordem, seja política, financeira ou ideológica para determinar a linha editorial do jornal?
Nunca, em qualquer época ou situação, houve ingerência político-financeira na linha editorial do jornal. Felizmente! A isenção jornalística empreendida pelo CONTEXTO é ditada pela consciência cristã e política de seus mentores desde a época de sua fundação. E mantemos vigilantes e seguros quanto a isso.
O Contexto conseguiu evoluir desde sua criação? De que maneira?
Podemos dizer que evoluímos em qualidade e quantidade. No início, o jornal veiculava com apenas oito páginas. Passamos para 12, 16, 20, 24, 28 e hoje estamos imprimindo o semanário com 32 páginas. Esperamos fechar 2015 com 40 página. Crescemos a tiragem, de 2.000 exemplares, para 10 mil. Na internet, somos acessados por mais de 120 mil leitores/mês. De três ou quatro anunciantes nos seus primeiros quatro anos, hoje temos quase 100 peças publicitárias fixas por edição. Em qualidade, como colocar à prova nomes consagrados da imprensa anapolina como os jornalistas Nilton Pereira, Claudius Brito e Jairo Mendes? Como não ler os articulistas Reverendo Samuel Vieira, o médico Elias Hanna e o professor Antônio de Deus? Como não apreciar as colunas assinadas pelo pastor Wildo dos Anjos, pelo técnico em computação Everthon Daer, pelos juristas Samuel Gonçalves, Augusto Ventura e pela publicitária Anna Rhaíssa? Como não viajar pelas imagens retratadas pelos fotógrafos Victor Yuri e Daniel Filho?
Como o Jornal Contexto contribuiu para o desenvolvimento de Anápolis, desde a sua criação?
O jornal, desde a sua fundação, cobra e aponta soluções para melhoria de qualidade de vida do anapolino. Notadamente, nos aspectos culturais, educacionais, econômicos, políticos e, sobretudo, na evolução social para uma Anápolis cada vez mais progressista e humana.
Você carrega esta paixão pelo jornalismo na sua vida cotidiana?
Aqueles que amam o que fazem e o fazem com responsabilidade e pelo dever cidadão, cívico, não têm como se desapegar do ofício. Mesmo em férias, o olhar clínico de empresário de comunicação, e do comunicador, sempre vai estar voltado para as paisagens jornalísticas.
A concorrência atrapalha ou ajuda no crescimento do Contexto?
A concorrência, seja em qual for a área, sempre será uma aliada daquele que se propõe estar na vanguarda de suas atividades laborais. A concorrência, com todo o respeito, é importante para que possamos nos apresentar de maneira diferenciada, mais atrevida, atrativa e eficiente.
Existiu alguma pedra no caminho que impediu ou o impede o Contexto de ser ainda maior?
Todo dia nos deparamos com os mais variados tipos e formas de pedras. Mas nada que não possamos transpor com coragem, fé, determinação e com ajuda da família e dos amigos.

Defina em poucas palavras o Jornal Contexto, a partir da sua visão de empresário. É o jornal de Anápolis e para Anápolis, comprometido com a verdade dos fatos, com a ética, com os bons costumes e com a moral do seu povo. É o jornal que sempre vai defender os interesses do Município nos campos do desenvolvimento econômico, político e social. Sobretudo com o social, a nossa preocupação maior.
Qual é o sonho do Vander Lúcio Barbosa para Anápolis?
Esse sonho não tem limites. Como todo amante de sua cidade, da terra que o acolhe, como todo cristão praticante sonhamos e queremos fazer de nossa cidade a extensão do Reino do Senhor nesta terra. Comigo, não poderia ser diferente. Sonho com uma Anápolis maior e melhor do que já é. Quero, ainda, e muito, em parceria com os meus concidadãos, trabalhar de uma forma mais direta para que esta Cidade avance muito mais neste sentido.

Autor(a): Felipe Homsi

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