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Estrangeiros querem trabalhar em Anápolis

Transporte Comentários 08 de fevereiro de 2013

Cidade se tornou alternativa para imigrantes que querem fugir da crise na Europa e outros que buscam expandir seu mercado de produtos e serviços. Em alguns comércios locais, número de trabalhadores de fora supera a quantidade de anapolinos.


Sentar-se em uma confeitaria de Anápolis e ouvir pessoas falando em outras línguas está se tornando cada vez mais comum. Basta dar uma volta pela Cidade para perceber que os estrangeiros chegaram para ficar. São garçons, construtores ou donos de escolas, que chegam ao Município em busca de trabalho. Leandro Pereira é proprietário de um restaurante local e está implantando outros dois empreendimentos de alimentação. Sua equipe conta com mais de dez estrangeiros, entre eslovacos; estadunidenses; espanhóis; portugueses, italianos e suíços.
A tendência é de aumento deste número. Segundo Leandro, os imigrantes “levam as coisas mais a sério, respeitam mais as questões de tempo, de valores. Então acaba que é um ponto positivo”. Este maior compromisso na relação de trabalho, e o conhecimento em gastronomia, foram decisivos para o empresário contratar os colaboradores. “Eles acabam saindo na frente. É como se fôssemos vender feijoada na Europa. Seria muito mais fácil você estar com brasileiros, por que ele está vendendo um negócio que é da terra dele.”, afirmou o empresário.
O espanhol Gonzalo García Lopez é maître no restaurante de Leandro Pereira. Tem a responsabilidade de atender a clientes e conduzir o trabalho dos garçons. Há três anos no Brasil e quatro meses em Anápolis, ele veio para o País com o objetivo de manter o mesmo padrão de vida que tinha antes de estourar a crise financeira na Espanha. “Anápolis é uma cidade de trabalhadores, uma cidade onde tem muita empresa, uma cidade que tem poucos restaurantes ainda. Eu acho que posso estar aqui para ajudar a melhorar”, afirmou Gonzalo García.
A presença de um estrangeiro pode ajudar nos negócios, indicou Gonzalo. “Eu, por ser da Europa, acho que tenho um pouco mais de facilidade na hora de vender algo a um brasileiro”, disse o maître. O sucesso na profissão não quer dizer que a vida em Anápolis seja fácil. “Aqui, eu por ser estrangeiro tenho um pouco mais de dificuldade na hora de financiar uma casa, querer financiar um carro”, afirmou. Ele perdeu o pai neste tempo em que está aqui, mas sempre quis ficar em Anápolis. “Trataram-me como um filho, como um filho adotado”, contou o profissional.

Outros setores
Já para o eslovaco Ian Lopuchovsky, que é chef de cozinha no mesmo restaurante, a saudade do país de origem faz com que ele tenha vontade de retornar. Ian é casado e tem uma filha com sua esposa, anapolina, que conheceu quando morava na Inglaterra. Ele destacou que vai decidir pelo que é melhor para a sua família, mas afirmou que hoje é mais fácil encontrar trabalho no Brasil do que na Europa. “(Em Anápolis) você acha trabalho muito rápido. No primeiro dia quando eu fui procurar, eu peguei trabalho”, contou Ian Lopuchovsky.
O português José Magalhães é Diretor Geral em Anápolis de uma multinacional no ramo de construções, que atua em grandes obras públicas e empreendimentos como o alargamento do Canal do Panamá. Seu objetivo é construir uma fábrica de vigas na Cidade. Ele acredita que Anápolis facilitará a logística de transporte do seu produto e que o custo de fabricação na cidade será menor que em cidades como Brasília. “Eu acho que Anápolis tem uma grande vantagem por causa do Porto Seco”, citou o empresário.
José Magalhães diz que Anápolis é uma cidade boa para se viver. Ele tem dois filhos, é casado com uma anapolina e está aqui há um mês. “Uma das melhores cidades para se viver agora”, apontou o diretor geral da multinacional. Entretanto, ele já demonstra preocupação com alguns problemas por que passa o Município como a demora na construção do Viaduto do DAIA. “Aquele trevo ali é um cúmulo”. Ele, também, afirmou que a Cidade tem excesso de radares eletrônicos controladores de velocidade para carros. “Eu nunca vi uma cidade com tanto radar”, concluiu o português José Magalhães.

Autor(a): Felipe Homsi

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