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“Estamos cansados de esperar o Governo”, desabafa Roberto

Política Comentários 30 de novembro de 2017

Prefeito nega rompimento formal, mas cobra uma ação mais ágil do Governo no repasse de recursos


“A Cidade não aguenta mais esperar”. A afirmação é do Prefeito Roberto Naves (PTB), que não esconde mais a sua insatisfação com o tratamento que Anápolis vem recebendo na relação com o Governo do Estado, sobretudo, quanto ao repasse de recursos e a conclusão de obras que, há anos, estão sem conclusão.
“Toda espera tem limite e nós não podemos mais ficar esperando por algo que não vai acontecer”, reforçou Roberto Naves, acrescentando que durante a campanha, junto com o seu Vice, Márcio Cândido, firmou compromissos com a população, muito dos quais dependem da articulação com o Governo do Estado. Porém, conforme observou, passaram-se 11 meses e a Administração do Estado não tem - conforme disse - correspondido na parceria. “O Presidente da SANEAGO veio aqui e disse que este ano não iria faltar água e faltou. Temos um problema grave aqui, que às vezes à população não sabe, que é a falta de leitos de UTI, que é responsabilidade do Estado. Nós já ajudamos muito e vamos continuar ajudando, mas é uma responsabilidade do Estado”, frisou o chefe do Executivo Anapolino.
Roberto Naves enfatizou que o Governo sinalizou aporte de R$ 10 milhões do programa “Goiás na Frente” para a realização de obras e, depois, haveria um aporte de mais R$ 5 milhões. Porém, esses repasses ainda não aconteceram. O Governo, também, sinalizou a ampliação do DAIA e o projeto, ainda, não se concretizou. Além disso, o Prefeito destacou a necessidade de o Estado ter mais celeridade para finalizar suas obras no Município, como o Centro de Convenções, o Aeroporto de Cargas, o Anel Viário do Distrito Agro Industrial e mesmo o “novo” presídio.
Para Roberto Naves, são muitas as demandas de Anápolis que não estão sendo tratadas com o empenho que deveria haver, pelo que o Município representa em termos de desenvolvimento econômico e arrecadação de impostos. Ele, no entanto, evitou dizer que a elevação no tom de cobranças signifique um rompimento formal. Conforme ponderou, um rompimento neste nível significaria uma ruptura política e isso - diz - não poderia ser “uma decisão monocrática” sua, já que faz parte de um grupo político. “Não estou reivindicando nada para mim, não tenho cargos no Governo. Queremos, apenas, que Anápolis seja respeitada e valorizada. É isso que estamos fazendo, cobrando aquilo que a Cidade precisa e tem direito”, sublinhou.
Plano B
Questionado se teria um “plano B” para o caso de um eventual rompimento, Roberto Naves disse que as alternativas existem, como reforçar a busca por recursos em Brasília, junto ao Governo Federal ou em fontes de financiamento. “Nós podemos financiar um projeto para a expansão do polo industrial e num curto prazo, teríamos o retorno para este financiamento”, exemplificou o Prefeito, assinalando, no entanto, que não há rompimento, mas uma comprança mais firme e legítima por parte de Anápolis.

Autor(a): Claudius Brito

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