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Estado vai assumir empréstimo de R$ 2,4 bi da Celg

Geral Comentários 01 de abril de 2016

Oposição fez muito barulho e pressão durante a votação do polêmico projeto, o qual obteve a segunda e última aprovação do plenário


Sob gritos e vaias de servidores da Celg presentes nas galerias do Plenário Getulino Artiaga, o projeto de lei nº 667/16, de autoria da Governadoria do Estado, foi aprovado em segunda e definitiva votação, com os votos contrários de Ernesto Roller (PMDB), Bruno Peixoto (PMDB), Renato de Castro (PMDB), Adib Elias (PMDB), Adriana Accorsi (PT), Major Araújo (PRP), Humberto Aidar (PT) e Isaura Lemos (PCdoB).
A matéria, bastante debatida em Plenário e nas Comissões pelas quais passou, autoriza o Poder Executivo a assumir financiamento no valor de 2,4 bilhões de reais realizado pela Companhia Celg de Participações (Celgpar) junto à Caixa Econômica Federal. Assumindo o empréstimo, com juros aplicados de 6,8% ao ano e prazo de até 15 anos, o Estado poderá comercializar a Companhia de Distribuição (Celg-D), como deseja.
Primeiro a discutir a matéria, o deputado Ernesto Roller (PMDB), declaradamente contrário à aprovação da mesma, apresentou fatos cronológicos, iniciados em 2003, que, de acordo com ele, provariam a decisão errônea do Governo do Estado em assumir a dívida da Companhia.
“O governo de Marconi Perillo (PSDB) fez um acordo com seu vice, na época presidente da Celg, aceitando receber um valor menor que o previamente combinado com o Governo federal no governo Alcides, e abrindo mão da titularidade da maioria das ações da Celg”, afirmou Roller, que classificou a decisão como um crime contra o patrimônio dos goianos, que deveria ser enquadrado como improbidade administrativa e punido pelos órgãos de controle.
Humberto Aidar (PT), também subiu à tribuna, em nome de sua bancada, para se manifestar contrário à aprovação da propositura. Ele discorreu sobre a venda de Cachoeira Dourada, sobre a importância da opinião dos servidores contrários e afirmou que a empresa teria total condição de dar lucro ao Estado.
Major Araújo (PRP), chamou os servidores da Celg presentes na sessão de “guerreiros”, e declarou esperar que a luta não seja em vão. O deputado criticou duramente o Governo do Estado pela condução das negociações na questão da Celg.
Em apartes, a Delegada Adriana Accorsi (PT) esclareceu, como líder da bancada do Partido dos Trabalhadores, que a bancada está ao lado do povo goiano independentemente da posição do Governo Federal sobre esse projeto.
Renato de Castro (PMDB) disse para os favoráveis à matéria tomarem cuidado ao votar na presença dos manifestantes e Bruno Peixoto declarou que os colegas que aprovarem a matéria serão lembrados como “coveiros da Celg”.
Adib Elias (PMDB), com o Regimento Interno em mãos, pediu que a votação da matéria em debate fosse nominal, e não somente simbólica, com marcação de contrários e favoráveis no placar eletrônico, mas sua solicitação foi derrubada pelos presentes.

Autor(a): Da Redação

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