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Estação Rodoviária: Gerente responde às críticas feitas por trabalhadores

Cidade Comentários 16 de maio de 2014

Ele garante que vários investimentos grandes foram travados pelo poder público


Na edição de número 467, o CONTEXTO trouxe uma matéria de denúncias de pessoas que trabalham no Terminal Rodoviário de Anápolis “Josias Moreira Braga” sobre a falta de investimentos no local por parte da Atlântica Construções, empresa que obteve a concessão do Estado para sua exploração desde 2001. Na última semana, um representante da empresa procurou o CONTEXTO para falar sobre a questão.
De acordo com o gerente da Atlântica Construções, Rossini Duarte Afonso, que é responsável pelo Terminal Rodoviário de Anápolis “Josias Moreira Braga”, desde que a empresa assumiu a administração do local, vários investimentos já foram feitos, No entanto, segundo ele, não tanto quanto a empresa gostaria. “Até hoje, estamos correndo atrás, buscando empresas grandes para investir e que até se interessam, mas nem o Estado ou o Município têm o mesmo interesse”, desabafou.
Ele conta que o investimento inicial realizado pela empresa aconteceu no seu primeiro ano de administração, em 2001, na ordem de R$ 556 mil, que estava previsto no edital de concessão. Logo depois, a Atlântica Construções teria apresentado um projeto de um do shopping - nos moldes do que existe no Terminal Rodoviário de Goiânia - onde se instalaria uma das lojas da rede Carrefour.
A Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) já teria aprovado o projeto, mas, a Atlântica Construções foi surpreendida pela notícia de que o terreno estaria em nome da Prefeitura Municipal e não do Estado. “O Prefeito da época tinha registrado o terreno da Rodoviária em nome do Município que o desmembrou e vendeu grande parte dele. O caso foi parar na justiça e ficou por 10 anos. A posse só foi reintegrada ao Estado no ano passado. Nesse período, o Carrefour desistiu e fechou em outro local. Ficamos de mão atadas”, relatou.
Rossini conta, ainda, que também tentou-se trazer a rede de hipermercados Walmart no ano passado, mas a Atlântica Construções alega que a Prefeitura se posicionou contra e, mais uma vez, os seus projetos foram frustrados. “Era um investimento de 25 milhões que a rede Walmart iria fazer. Eles iram reformar parte da Rodoviária e construir um minicentro de convenções. Não sei se por pressão dos outros supermercados da Cidade, mas a Prefeitura não concordou”, contou. Segundo ele, o projeto criaria 800 empregos diretos e 1.200 empregos indiretos.
O último investimento feito pela empresa foi neste ano, no valor de 436 mil para atender às normas do Corpo de Bombeiros. Agora, a Atlântica estuda a possibilidade de a Feira Artesã se instalar no estacionamento da Rodoviária aos domingos.
Apesar da grande estrutura, Rossini disse que o maior problema é que o Estado não se importa com o que acontece com o Terminal Rodoviário. Nem ao menos na parte de fiscalização de transportes irregulares, responsabilidade da AGR, que é, segundo ele, outra grande causa pela qual a receita da Rodoviária vem diminuindo. Ele disse que 60 % das pessoas embarcam fora da Rodoviária. Elas não precisam ir ao local para pegar ônibus, pois, segundo Rossini, existem vários pontos irregulares na Cidade. Para ele, a AGR deveria fazer a fiscalização e multar as empresas que pegam os passageiros nesses pontos, mas nunca nada foi feito. “Desta forma, perdemos a maior fonte de receita que é a taxa de embarque e, consequentemente, as pessoas vão perdendo o interesse em locar pontos comerciais dentro do Terminal”, disse.
Ele rebateu também as denúncias de perseguição. De acordo com o gerente da Rodoviária, foram feitas muitas mudanças e existem muitas cobranças com o intuito de manter a organização do Terminal. “Quando a concessão foi liberada, os pontos comerciais eram cheios porque não existia cobrança de aluguel; água, luz e, por esse motivo, o Governo quis tanto essa concessão. Até hoje tem guichê que não paga aluguel. Tivemos que brigar na justiça pelos nossos direitos”, lembrou.
Outro problema enfrentado pela empresa seria o prédio que é arcaico e de difícil manutenção, sendo que as obras estariam sendo realizadas paliativamente. Os banheiros são o maior desafio, apesar de serem limpos cinco vezes ao dia. “Precisei colocar os banheiros pagos para garantir que os passageiros pudessem ter a escolha de um banheiro decente. Nos banheiros abertos, as pessoas carregam os rolos de papel higiênico e sabonetes e fazem as maiores sujeiras. Não têm limites”, disse. Segundo ele, a empresa gasta até R$12 mil por mês apenas na compra de papel higiênico e sabonetes.
Em relação à segurança, ele admite ser um problema. Mas, conta que a empresa instalou, recentemente, 22 novas câmeras de videomonitoramento no local. Hoje, eles contam com 44 unidades do equipamento, além das câmeras que ficam na Avenida Brasil, monitoradas pelo GGIM que também ajudam a manter um pouco de tranqüilidade. “Esses problemas de assalto e, principalmente, de tráfico tinham acabado. Mas, agora, estamos vivendo isso novamente. Precisamos de mais apoio do poder público para garantir mais segurança para a Rodoviária”, falou.
Além disso, ele relatou que cuida de outros cinco terminais rodoviários e que nenhum apresenta os mesmos problemas do de Anápolis. Inclusive, este seria o motivo de as pessoas o acusarem de não trabalhar, já que ele, também, precisa visitar esses outros locais e, ainda, tem participado de reuniões com a AGR para exigir mudanças e mais apoio. “Estou sempre aberto para receber os trabalhadores quando sou procurado”, finalizou.

Autor(a): Wanessa Mereb

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