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Escolas ocupadas podem prejudicar 13 mil alunos

Educação Comentários 15 de janeiro de 2016

Se as unidades da rede estadual não forem desocupadas, calendário escolar poderá ficar prejudicado. Movimento, entretanto, não recua e busca diálogo com Governo


A subsecretária estadual de Educação, Sonja Maria Lacerda, acredita que se a ocupação de escolas em Anápolis não for revertida, o calendário em oito unidades poderá ser prejudicado, afetando cerca de 13 mil alunos da rede. Até o fechamento da edição, nesta quinta-feira,14, o movimento de mobilização não demostrou sinal de recuo. Muito pelo contrário. Nesta sexta-feira,15, está sendo convocado por meio das redes sociais, um “cadeiraço” em protesto contra a proposta do Governo do Estado de entregar para Organizações Sociais, as chamadas OSs, a gestão das escolas.
As ocupações acontecem nos seguintes estabelecimentos: Colégio Estadual José Ludovico de Almeida, Colégio Estadual Polivalente Frei João Batista, Colégio Estadual Jad Salomão, Colégio Estadual Padre Fernando Gomes de Melo, Colégio Estadual Carlos de Pina, Colégio Estadual Hertha Layser, Colégio Estadual Américo Borges de Carvalho, Colégio Antesina Santana.
Segundo Soja Lacerda, na segunda e na terça-feira (dias 18 e 19) acontecem as reuniões de planejamento e o retorno do ano letivo está marcado para o dia 20, em toda a rede estadual de ensino. Porém, isso pode não ocorrer nas escolas ocupadas. A subsecretária acredita que o imbróglio possa ser resolvido até lá. Mas, se isso não acontecer, nestas escolas, poderá ser adotado um calendário diferenciado.
No dia 08, integrantes do movimento contra as OSs - que tem uma página no Facebook denominada “Mobiliza Anápolis contra as OSs na Educação”- estiveram em Goiânia e protocolaram no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, um documento endereçado ao Governador Marconi Perillo e à secretária de Educação, Raquel Teixeira, expondo as razões contrárias à entrega das escolas para as Organizações Sociais. O movimento afirma que não tem se furtado em dialogar a questão.
A subsecretária de Educação destaca que até o momento, tem sido tentado o caminho do diálogo, embora não descartando a possibilidade de a Secretaria de Educação adotar alguma providência no âmbito jurídico.
Na semana passada, conforme foi mostrado pela reportagem do Jornal Contexto, um forte aparato policial acompanhou a movimentação de um grupo de estudantes que ocupou a Escola Antesina Santana, uma das mais antigas e tradicionais da rede, localizada na região central. É lá que vai acontecer a concentração para o “cadeiraço”, no começo da tarde desta sexta-feira.

Autor(a): Claudius Brito

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