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Erosões comprometem o solo e a água potável do Município

Meio Ambiente Comentários 28 de setembro de 2017

Simpósio realizado em setembro debateu, também, as áreas de risco geológico de alagamentos e inundações


O acelerado processo de erosões em Anápolis compromete, não apenas, o solo, mas, também, todas as bacias hidrográficas existentes no Município e coloca em risco o abastecimento de água para a população. Esta foi uma das conclusões do Simpósio sobre Drenagem Urbana e Erosões, realizado em setembro na Faculdade FAMA, tendo como principais debatedores o professor Vandervilson Alves Carneiro, da Universidade Estadual de Goiás, com vários trabalhos científicos publicados sobre erosões e o ex-secretário municipal, engenheiro Fábio Maurício Correia, hoje na assessoria técnica de infraestrutura urbana da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos.
O simpósio fez uma abordagem das principais erosões e áreas de risco geológico do Município, com discussões específicas sobre alagamentos, inundações e os vários processos erosivos, concluindo que, de forma geral, todas as bacias hidrográficas têm processos erosivos, alguns deles mais avançados e preocupantes. O estudo inclui as erosões existentes nos bairros Cidade Jardim e São Carlos; Geovani Braga; Calixtópolis, Vila Santa Maria e a da Rua Leopoldo de Bulhões, dentre outras.
“Estas são as erosões que mais preocupam o poder público e a área acadêmica”, disse o engenheiro Fábio Maurício justificando que elas se situam em áreas urbanas densamente povoadas e cujo processo se agrava pela falta de drenagem adequada e a impermeabilização do solo e das bacias hidrográficas. Segundo ele, as erosões dos bairros Cidade Jardim e São Carlos, devido ao seu acelerado processo, já chegaram ao conhecimento do Judiciário. “Essa erosão já provocou ações na Justiça, que determinou, ao Município, a imediata desapropriação de 13 casas, na Rua Achiles Elias, no Bairro São Carlos”, conta o ex-secretário.
Fábio Maurício explicou que esta erosão está avançando em direção ao Bairro Cidade Jardim, colocando em risco um grande projeto imobiliário com três torres, uma delas já se aproximando dessa erosão. “É uma situação muito preocupante”, sintetiza o ex-secretário revelando que a Prefeitura já acionou a construtora responsável pelo empreendimento porque o processo erosivo é acelerado e avança a cada período de chuvas. “Alguma medida precisa ser tomada rapidamente”, aconselha, e revela que de 2014 até hoje, essa erosão cresceu muito rapidamente.
Ele aponta como fatores para este acelerado crescimento a ausência de drenagem na Avenida Brasil Norte e nos bairros Cidade Jardim e São Carlos, o solo fraco e propício à erosividade. O engenheiro explicou que esse processo se agrava com a ocorrência de grandes volumes de chuvas em pouco espaço de tempo. Soma-se a isso, o solo impermeabilizado e a falta de vegetação.

Inundações
Os alagamentos e as inundações foram outros dois problemas abordados no Seminário. “São situações que ocorrem com frequência no período de chuvas”, lembrou o ex-secretário revelando que os pontos que mais preocupam são a Avenida Universitária, áreas do centro, os bairros Anápolis City; São Carlos; Santa Maria de Nazareth; Primavera; Parque Brasília e a região do Andracel Center, dentre outros pontos.
Fábio Maurício afirma que os motivos para a existência de áreas de alagamentos e inundações são, igualmente, a impermeabilização do solo, a ausência de drenagem urbana adequada com galerias de águas pluviais velhas e subdimensionadas e a falta de macro drenagens nos córregos. Ele afirmou que a situação se agrava com os lançamentos de esgoto sanitário clandestino em galerias de captação de águas pluviais e também de resíduos sólidos (lixo).
E, lembra que as águas das chuvas se escoam com muita força e velocidade sobre o asfalto porque não são devidamente drenadas. Para evitar o problema, disse que são necessárias ações de macro-drenagens, canalização, desassoreamento, construção de bueiros celular nas partes baixas de avenidas e ruas que ficam sobre córregos.
Ele reconhece que são ações de alto custo e que o Município não dispõe de recursos para executá-las. Revelou que à época de elaboração do Plano Diretor, um levantamento técnico concluiu seriam necessários R$ 110 milhões para executar esse serviço. “O problema é que o Governo Federal não tem um programa de drenagem urbana que contemple os municípios e nem de combate às erosões”, lamenta Fábio Maurício explicando que por essa razão os prefeitos ficam na dependência de emendas parlamentares para investir nessas obras.

Autor(a): Ferreira Cunha

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