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Entidades empresariais querem mudanças na estrutura da CODEGO

Economia Comentários 15 de janeiro de 2016

Reivindicações constam de documento enviado ao Governo do Estado onde se demonstra a insatisfação com o projeto


A Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA) juntou-se à Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG); Associação Pro Desenvolvimento Industrial de Goiás (ADIAL); Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias de Goiás (FACIEG); Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (ACIAG); Associação Comercial do Estado de Goiás (ACIEG); Federação do Comércio do Estado de Goiás (FECOMÉRCIO); Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Federação da Agricultura do Estado de Goiás (FAEGO) e sindicatos patronais da indústria, para protestarem contra a forma em que foi instituída a CODEGO (Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás).
O documento diz que as lideranças da indústria em Goiás, juntamente com o Fórum de Entidades Empresarias manifestam sua insatisfação e discordância com alguns preceitos da Lei Estadual n° 19.064, de 14 de outubro de 2015, que criou a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás. E, acrescenta que “os atuais distritos industriais geridos pela Companhia, sucessora da Goiasindustrial, apresentam problemas crônicos de gestão, para os quais não visualizamos solução com a criação da nova Companhia, devido às limitações políticas, burocráticas e legais que dificultam a agilidade e a efetividade da gestão pública dos distritos”.
Problemas apontados
Dentre os problemas relacionados estão a falta de segurança para as empresas e trabalhadores, especialmente no DAIA e no DAIAG, com constantes roubos e furtos, gerando vultosos prejuízos e riscos para as pessoas e empresas; deficiências de infraestrutura (energia elétrica; iluminação pública; abastecimento de água; tratamento de esgotos, estacionamento para caminhões e conservação das vias públicas); deficiências no transporte dos trabalhadores, problemas na coleta e tratamento de resíduos e vários outros”.
O documento discorre que “para buscar solução participativa e eficaz na gestão dos distritos industriais, reivindicamos que a referida Lei nº 19.604 seja discutida com o setor industrial goiano, por meio de suas legítimas representações, e alterada por emenda a ser encaminhada à Assembleia Legislativa por iniciativa do Poder Executivo, para aperfeiçoá-la e adequá-la no que for necessário”.
Os principais pontos da Lei que os empresários querem discutir são:
Alteração do seu Art. 4º, para permitir que as indústrias possam dar os imóveis em garantia para financiamento de investimentos em construção, instalação e equipamento industriais. Entendem eles que deverá ficar clara, também, a garantia já adquirida pelas empresas em contratos celebrados anteriormente à edição da Lei;
Concessão da gestão dos distritos às indústrias ali instaladas, mediante a criação de condomínios, cuja administração seja feita pelas empresas com a participação da CODEGO;
Sustação da aprovação do Estatuto Social da CODEGO, seus regulamentos e normas complementares, prevista na Lei, até que os temas propostos sejam discutidos e acordados entre o Governo do Estado e as lideranças empresariais, e a Lei seja readequada para atender às necessidades das indústrias;
Garantir a participação das lideranças industriais na elaboração da proposta de estatuto social, regulamento e normas complementares da CODEGO, de forma a proporcionar maior transparência e adesão das empresas às ações da nova Companhia.
Os empresários encaminharam, juntamente com a solicitação, cópia dos diagnósticos dos polos industriais de Anápolis e Aparecida de Goiânia, realizados pela FIEG, que demonstram os gargalos citados, e que dificultam a operação mais eficiente das indústrias goianas.

Autor(a): Nilton Pereira

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