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Enel mantém cortes de energia aos finais de semana e feriados

Geral Comentários 08 de outubro de 2018

Diretor diz que o setor é regulamentado por leis federais e não acatará lei aprovada pela Câmara Municipal


O diretor presidente da Enel Distribuição em Goiás, Abel Rochinha, descartou a possibilidade de a empresa acatar o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal de Anápolis, que proíbe cortes de energia elétrica de consumidores inadimplentes aos finais de semana e vésperas de feriados. “A Enel é regulada por leis federais”, lembrou o diretor presidente, justificando que por essa razão a empresa não pode acatar o que determina uma lei municipal.
De acordo com o diretor presidente, nenhuma lei municipal se sobrepõe à legislação federal, independente de qualquer situação. Questionado se haveria possibilidade de se firmar um acordo para que a empresa evite corte de energia aos finais de semana e vésperas de feriados, Abel Rochinha foi incisivo: “Seguramente que não há nenhuma possibilidade”. Ele justificou sua afirmação dizendo que os cortes servem para proteger os consumidores que pagam suas contas em dia e evitar que eles arquem com o ônus da inadimplência. “Temos que seguir exatamente a regulamentação que a ANEEL dispõe”, acrescentou, destacando que o ponto relevante dessa regulamentação é que desse jeito que o sistema funciona para não prejudicar quem paga as tarifas de consumo nas datas de seu vencimento.
Acompanhado de assessores, Abel Rochinha participou a reunião semanal da diretoria da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), realizada na última quarta-feira, 03, a pedido da direção da própria empresa, segundo explicou, para falar sobre a revisão tarifaria. “Estamos aqui para desmistificar esse assunto”, disse o diretor presidente da Enel, salientando que quem define o índice de revisão tarifária é a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e não a Enel.

Encontros
Ele informou que a empresa está fazendo essas reuniões em entidades representativas da sociedade nos Estados onde a Enel atua na cadeia energética, no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Ceará, onde, segundo afirmou, para informar que o índice de correção tarifária será o mesmo. Abel Rochinha reconheceu que o índice de reajuste “assusta todo mundo”, mas acha que ele é conseqUência de problemas que o País vem enfrentando no setor energético nos últimos anos.
“Não é um problema exclusivo de Goiás, mas de todo o País”, sustentou o diretor presidente, explicando que um terço do aumento é para cobrir custos dos investimentos que a empresa realiza para melhorar a sua rede e os outros dois terços para bancar a produção de energia, incluindo a compra de energia de Itaipu, feita em dólar, para suprir as necessidades do País.
Segundo ele, de cada R$ 100,00 de receita de energia elétrica, apenas R$ 18,00 ficam com as distribuidoras. “É com esse dinheiro que executamos todas as obras e serviços que precisam ser feitos em Goiás”, disse o diretor presidente, esclarecendo que o restante se refere ao custo da energia, sua transmissão e aos gastos com ICMS, no Estado de 49%, e outros encargos.
Abel Rochinha revelou que o índice de correção tarifária será de 24% para empresas de maior porte e de 12% para as residências, com vigência a partir do próximo dia 22. Ponderou, no entanto, que os índices exatos serão definidos pela diretoria da ANEEL no dia 16 de outubro, mas antecipou que dificilmente serão inferiores a estes dois percentuais.

Problemas
O diretor presidente da Enel reconheceu também que a população e as empresas enfrentam problemas frequentes com a falta de energia, mas disse que essa questão depende de tempo e investimentos para ser solucionada. Segundo ele, hoje, Goiás fica em média 30 horas sem energia por ano, quando o limite aceitável é de 14 horas. “Isso ainda é fruto da herança que a Enel recebeu quando da privatização da Celg”, disse Abel Rochinha revelando que a empresa investiu R$ 840 milhões no ano passado, o primeiro depois que foi privatizada, e que este ano será investido o mesmo valor.
“O ritmo de investimento cresceu muito nestes dois últimos anos e será mantido nos próximos anos com novas obras que a empresa está executando”, afirmou o diretor presidente, revelando que o investimento médio da Celg nos últimos cinco anos era de R$ 240 milhões. Disse, ainda, que a empresa está acelerando os investimentos em tecnologia para evitar que todo o sistema seja trocado.
“Ocorre que isso demanda tempo, uma variável que não temos como mexer e nem mágica para antecipar”, acrescentou, revelando que as mudanças para a melhoria do sistema serão sentidas somente depois de pelo menos três anos que Enel assumiu a direção da empresa.
De sua parte, o presidente da Acia, Anastácios Apostolos Dagios, reconheceu que a revisão tarifária está prevista em contrato, mas acha que alguns fatores contribuíram para que o seu índice chegasse a 24% para as empresas e 12% para as residências. “Estamos pagando a conta do desequilíbrio que o Governo Federal provocou no setor”, disse o presidente da Acia, lembrando que o governo da ex-presidente Dilma Roussef é o causador desse desequilíbrio e que outras surpresas podem ainda surgir por conta dos benefícios que foram criados em sua gestão, apesar da evidente crise que o setor enfrentou.


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