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Empresários assinam acordo que prevê indústria bélica em Anápolis

Economia Comentários 06 de outubro de 2016

Memorando de entendimento com a Caracal International, indústria de armas dos Emirados Árabes Unidos, foi assinado pelo sheikh Hamad Salem Al Almeri e tem o apoio do Governo do Estado


A empresa goiana Delfire Industria e Comércio de Extintores, com sede no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), firmou nesta quinta-feira,06, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, acordo com a Caracal International LLC, que tem como CEO o sheikh Hamad Salem Al Almeri, para a instalação de uma planta industrial dessa empresa no estado. A unidade é voltada para a produção de armamentos e munições exclusivas para forças de segurança pública do Brasil e com atenção voltada para o mercado da América Latina. A iniciativa tem o apoio do governo de Goiás, que foi representado na cerimônia de assinatura de memorando de entendimento entre as duas empresas pelo superintendente Executivo de Desenvolvimento Econômico (SED), Luis Maronezzi, e pelo superintendente de Ações e Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), delegado federal Emmanuel Henrique. A previsão é de que sejam gerados com a consolidação do projeto cerca de 1.250 empregos diretos e indiretos.
Inicialmente estava prevista participação do vice-governador José Eliton na assinatura do acordo, mas ele não pôde viajar aos Emirados Árabes Unidos em face do atentado que sofreu no dia 28 de setembro, em Itumbiara. De acordo com o memorando de entendimento, as duas empresas se comprometem a trabalhar no sentido de viabilizar a instalação de uma indústria da Caracal no Brasil, buscando a aprovação inicial do governo brasileiro para a fabricação de armamentos. Se comprometem, também, a construir um plano de viabilidade para o empreendimento. As partes irão, ainda, elaborar um projeto para o início das atividades da indústria, primeiramente para montagem de peças e avançando para a fabricação de armas. Assinaram o memorando o sheikh Hamad Salem Al Almeri, presidente da Caracal International pelos empresários Augusto de Jesus Delgado e Paulo Humberto Barbosa, da Delfire Industria e Comércio de Extintores Ltda. Representando o Governo de Goiás, Luis Maronezzi (SED) e Emmanuel Henrique (SSPAP). A previsão é de que sejam gerados com a consolidação da iniciativa cerca de 1.250 empregos diretos e indiretos.
Para o empresário Augusto de Jesus Delgado Júnior, a assinatura do memorando de intenções com a Caracal, indústria bélica de ponta, que emprega alta tecnologia na fabricação de armas, representa uma quebra de paradigmas, por ser a primeira indústria bélica a ser instalada no país. Segundo ele, assim como o governador Marconi Perillo, iniciou em 2004 as negociações para a instalação da indústria automotiva no estado, este é um segundo passo na quebra de paradigmas. Conforme acentua, a Caracal Brasil foi planejada para entrar em funcionamento em aproximadamente 12 meses, a partir deste acordo.
Os estudos preliminares para a instalação de uma planta da Caracal no estado de Goiás adiantam que a unidade deve ser sediada no município de Anápolis, onde se localiza a maior plataforma logística e de infraestrutura voltada ao transporte e exportação da região Centro-Oeste do país. “Viemos aqui exatamente discutir detalhes desse empreendimento, se inicialmente importaríamos os produtos acabados ou se já faríamos a importação em sistema CKD (Complete Knock-Down) para montarmos as armas no Brasil”, destaca Augusto Delgado.
A partir desse compromisso, serão providenciados os documentos, contratos e licenças para regulamentar o acordo nos próximos meses, com a vinda dos dirigentes da Caracal a Goiás. Para o empresário Paulo Humberto, a vinda da maior fabricante de armas de calibres especiais dos Emirados Árabes para o Brasil, particularmente para Goiás, representa uma inovação para o estado. A planta, segundo o empresário, é a que detém a maior tecnologia para armas de ponta em todo o mundo.
Atualmente, a Caracal tem como chefe de Operações o engenheiro mundial de armas, Robert Rich, que desenvolveu produtos bélicos para as alemãs Heckler & Koch GmbH (H & K) e SIG Sauer GmbH & Co.KG, entre outras. “Ele é um gênio do desenvolvimento de armamentos e não há hoje nenhuma tecnologia, sustentabilidade e resistência igual à oferecida pela Caracal”, afirma Paulo Humberto. A indústria produz uma linha de armas especiais que inclui fuzis, snipers, pistolas, metralhadoras semiautomáticas, carabinas automáticas, entre outros. Produz também munição e acessórios para armas.
Conforme destacou, ainda, o empresário Paulo Humberto Barbosa, abrindo as portas do mercado brasileiro, além de gerar empregos, a fábrica da Caracal em Goiás significa oportunidade de levar todo o complexo bélico dos Emirados Árabes para o Brasil. “Isso vai envolver outras linhas de montagem do grupo, que inclui a produção de veículos blindados para as forças policiais, drones e munição”, acentuou.


Potencialidades
Na visita às fábricas da Caracal, o superintendente Executivo de Desenvolvimento Econômico (SED), Luis Maronezzi, apresentou aos dirigentes as potencialidades do estado de Goiás, assim como a logística e a infraestrutura e os incentivos do governo estadual para os investidores nacionais e internacionais. Durante a exposição, destacou a localização estratégica do estado de Goiás e, em especial, da cidade de Anápolis, que fica entre Goiânia e Brasília (Distrito Federal), respectivamente as capitais do estado e do país, e a plataforma logística multimodal de transporte que facilita a inserção dos produtos no mercado mundial.
A iniciativa pioneira de atuação conjunta das forças de segurança dos vários estados do Brasil Central para o combate ao crime organizado foi apresentada ao príncipe Al Almeri pelo superintendente de Ações Integradas da SSPAP e secretário executivo do Pacto Interestadual de Segurança Integrada, Emmanuel Henrique. O Pacto, que é presidido pelo vice-governador José Eliton, destina-se a combater a atuação de grupos organizados para crimes como o tráfico de drogas e de armas, os roubos de veículos e de cargas e os assaltos a instituições financeiras com uso de armamento pesado e explosivos. A cooperação técnica para a segurança integrada já conta com a adesão de 11 estados brasileiros e mais o apoio do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Autor(a): Da Redação

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