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Empresário avalia extensão da greve

Geral Comentários 30 de maio de 2018

Sandro Mabel deverá assumir a presidência da Fieg no ano que vem


O empresário Sandro Mabel - que deverá ser o futuro presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) - avaliou o quadro da greve dos caminhoneiros e os reflexos que o movimento deve deixar para o setor produtivo. Ele participou, na noite desta quarta-feira,30, de reunião na Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA).
Durante a sua exposição, Sandro Mabel discorreu que o Governo Federal, alguns segmentos do próprio setor produtivo e até lideranças dos caminhoneiros não dimensionaram o tamanho que a movimentação tomaria e os seus vários desdobramentos. Na sua opinião, embora todos os segmentos tenham tido prejuízos, a recuperação não deve ser demorada, do ponto de vista de mercado. Porém, ele ponderou que do ponto de vista financeiro, esta recuperação será mais árdua para as empresas.
Para Sandro Mabel, a greve demonstrou a dependência que o País tem do transporte ferroviário, enquanto investimentos como o da Ferrovia Norte-Sul estão praticamente parados porque não se chegou a um modelo adequado à sua operacionalização. Ainda em relação à greve, o empresário destacou que a crise não pode e nem deve provocar um novo abalo na Petrobrás, que deve ser preservada sob o risco de haver ainda maiores prejuízos à economia do País.
Sandro Mabel, ex-Deputado Federal, falou também da consolidação da chapa única que deverá conduzí-lo à presidência da Fieg. A eleição ocorrerá em outubro próximo, restrita à votação dos presidentes de 35 sindicatos que integram a base da Federação. O atual presidente, Pedro Alves, que conduz o processo, anunciou recentemente a unidade. Até então, haviam mais três candidaturas colocadas: Antônio Almeida, André Rocha e o empresário anapolino Wilson de Oliveira. Todos abriram mão para que houvesse a definição pela chapa única.
O futuro presidente da Fieg falou, na reunião com os empresários da Acia, sobre os projetos que pretende desenvolver ao tomar posse em janeiro. Ele também manifestou concordância a alguns pleitos colocados pela diretoria da ACIA, como por exemplo o apoio para uma política de melhor relacionamento com a Companhia de Desenvolvimento de Goiás (Codego), a fim eliminar entraves para a industrialização do Município e, também, apoio ao projeto de estabelecer em Anápolis uma base do pólo de defesa, para a atração de investimentos nesta área.

Autor(a): Claudius Brito

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