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Empresários temerosos com aumento de carga tributária

Economia Comentários 27 de fevereiro de 2015

Federação das Indústrias de Goiás avalia que pacote do governo para aumentar caixa não deve prever aumento de tributos


A diretoria executiva da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), reuniu-se no último dia 20/02, com a secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão. A pauta do encontro girou em torno da reforma administrativa, ou seja, o conjunto de medidas que está sendo adotado pelo Governo do Estado, com o objetivo de cortar gastos e enxugar a máquina administrativa.
De acordo com o vice-presidente da Fieg, Wilson de Oliveira, durante a missão comercial à Europa, o Governador Marconi Perillo em conversa com o presidente da Fieg, Pedro Alves, solicitou que a entidade colaborasse com sugestões ao plano de reforçar o caixa do Estado, sendo que, no âmbito do setor produtivo, algumas inciativas já estão em curso como, por exemplo, a implantação da Nota Fiscal Eletrônica Goiana e as ações de combate à sonegação fiscal.
Wilson de Oliveira assinalou que a diretoria executiva apresentou uma série de sugestões à titular da Fazenda, dentre eles, a adoção de maior rigor no combate à informalidade; a licitação da Plataforma Logística Multimodal de Goiás (sediada em Anápolis), para atração de investimentos; a venda de ativos imobiliários; a reabertura do Regulariza; dentre outras.
Wilson de Oliveira observa que a Fieg deixou claro o posicionamento contrário ao arrocho fiscal, uma vez que o setor produtivo já está no limite de suportar a alta carga tributária. “Nós precisamos caminhar é no sentido de desburocratizar, de reduzir a carga tributária, de flexibilizar as leis trabalhistas e manter a nossa política de incentivos fiscais”, assinalou o vice-presidente da Federação. Ele citou o exemplo da indústria farmacêutica, que está bastante sacrificada devido aos últimos aumentos do dólar (as indústrias trabalham com insumos importados), com os aumentos da água, da energia elétrica, dos combustíveis e muitos outros. “Aumento de carga tributária seria penalizar ainda mais um setor como este, tão importante para a economia goiana”, argumentou.
Wilson de Oliveira ressaltou que a Fieg sempre esteve à disposição de colaborar com o Governo, e não seria diferente agora. “Nós temos que encontrar os melhores caminhos, para que possamos manter forte a nossa indústria, gerando empregos, renda e divisas”, disse.

Autor(a): Da Redação

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