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Empresa busca reajuste médio de mais de 15% na conta de energia

Geral Comentários 23 de agosto de 2018

O reajuste na tarifa, se aprovado e homologado em outubro,tem previsão de vigorar a partir de novembro


Aconteceu na tarde desta quinta-feira,23, em Goiânia, no auditório do Senai, uma audi~encia pública para debater a revisão tarifária pleiteada pela Ceg-D, hoje Enel Distribuição Goiás. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a revisão tarifária está prevista nos contratos de concessão e tem por objetivo obter o equilíbrio das tarifas com base na remuneração dos investimentos das empresas voltados para a prestação dos serviços de distribuição e a cobertura de despesas efetivamente reconhecidas pelo órgão regulador.
A concessionária apresentou pleito para um ajustamento de 12,12% em média para a baixa tensão, abrangendo a maioria dos consumidores residenciais e de 24,65% para alta tensão, afetando, sobretudo, o segmento industrial e de grandes empreendimentos no setor rural. O efeito médio para o consumidor, é de 15,72%.
O presidente do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Estado de Goiás (CONCEG), Wilson de Oliveira, destaca que o papel da entidade é de buscar o equilíbrio, a fim de garantir que a empresa possa fazer os investimentos necessários, porém, sem afetar muito o custo final para os consumidores.
“A agência reguladora, por meio de seu corpo técnico, está analisando os dados fornecidos pela concessionária, chegando de forma criteriosa, todas as informações sobre investimentos, relatórios técnicos de qualidade dos serviços, dentre outros, para verificar se esses dados coincidem com a realidade”, destacou Wilson de Oliveira, acrescentando que o CONCEG contratou uma consultoria especializada de São Paulo, além do acompanhamento do seu quadro próprio e dos conselheiros para, da mesma forma, participar de forma atida de todos os procedimentos que envolvem a revisão tarifária, que deverá ser homologada pela ANEEL somente no mês de outubro próximo, com os seus efeitos previstos para viger a partir do mês seguinte, ou seja, a partir de novembro.
A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) já publicou uma nota oficial manifestando-se contra o índice pleiteado, sobretudo, para o setor industrial. O presidente da entidade, Pedro Alves, destacou que este posicionamento deve-se ao fato de que o setor já é bastante penalizado com a alta carga tributária.
“A proposta de revisão tarifária de quase 25% na conta de energia das indústrias goianas e de 12% para a população é inaceitável. Nos últimos três anos, vimos saltar o custo da energia em nosso Estado. Em 2015, sofremos um reajuste médio na casa de 27% e, no final do ano passado, tivemos um outro incremento em torno de 15%”, destacou a nota.

Autor(a): Claudius Brito

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