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Empregos temporários, ainda, estão em baixa no Município

Comércio Comentários 09 de novembro de 2017

Nestes primeiros dez dias do mês, nenhuma vaga foi captada pelo SINE, pelo Sincovan e pela CDL. Lojistas mantêm quadro de pessoal reduzido e esperam uma reação positiva nas vendas a partir de agora


Apesar das previsões otimistas, segundo as quais mais de 115 mil empregos temporários deverão ser criados em todo o País neste final de ano, em Anápolis a situação não é nada animadora, segundo revelam os bancos de dados da Unidade de Atendimento ao Trabalhador (UAT) do Sine, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e também do Sindicato do Comércio Varejista (Sincovan). Nestas três entidades, que captam vagas a pedido das empresas e encaminham currículos e candidatos a empregos que se enquadram em suas necessidades de contratação de pessoal, até a última quinta-feira,09, ainda não havia surgindo nenhuma oferta de vagas de empregos temporários, tanto no comércio como também no setor de serviços, segmentos da economia local que mais contratam trabalhadores temporários nos finais de ano.
“No segmento que a CDL representa, a maioria dos lojistas continua e deverá continuar trabalhando com um quadro reduzido de pessoal”, sintetizou o presidente da entidade, Wilmar Jardim de Carvalho, revelando que a categoria está esperando uma maior reação nas vendas do comércio varejista para, só então, pensar em novas contratações. Ele reconhece que nesta época do ano as vendas reagem positivamente, mas explica que nos primeiros dez dias de novembro esta tradição ainda não se repetiu, forçando os lojistas a continuarem cautelosos e aguardando uma maior movimentação de consumidores no comércio.
Wilmar de Carvalho explica que as mudanças nas leis trabalhistas deixam os lojistas mais inseguros e com receio de realizar contratos temporários, sem antes ter a certeza de que o comércio irá reagir a partir do final do mês e início de dezembro, quando as empresas pagam a primeira parcela do 13º salário. “Esta situação deixa os lojistas muito preocupados”, acrescentou o presidente da CDL manifestando, porém, a expectativa de que o Natal deste ano será melhor do que o de 2016.
Ele acredita que se houverem contratações de empregos temporários será em número reduzido, praticamente insignificante diante de um quadro de desemprego e de poucas ofertas de vagas. “A esperança dos lojistas é a de que as vendas deste final de ano sejam melhores do que as do ano passado, ao aponto de necessitarem de reforçar seu quadro de pessoal para bem atender os consumidores”.

13º salário
No Sincovan, a situação não é diferente. “Até hoje [dia 9 de novembro], não recebemos nenhum pedido de associados para o preenchimento de vagas temporárias”, disse o presidente do sindicato, José Pereira D’Abadia, manifestando a convicção de que elas existem, mas, segundo ele, em número tão reduzido que sequer entram nas estatísticas sobre vagas de empregos temporários para reforçar o quadro de pessoal de alguns segmentos do comércio neste final de ano.
José Pereira acredita também que a uma movimentação no comércio e no volume de vendas ocorrerá somente depois do pagamento da primeira parcela do 13º salário, mas acha que os consumidores continuarão cautelosos na hora de assumir compromisso, por causa das incertezas na economia e de riscos de perder o emprego. Mesmo assim, disse que espera um final de ano melhor do que o de 2015 e 2016, os dois últimos anos em que as vendas ficaram abaixo das expectativas do comércio varejista.
Tradicional lojista na cidade e ex-presidente da CDL, empresário Air Ganzarolli também não alimenta expectativa otimista para o comércio nesta final de ano. “As vendas ainda não reagiram”, disse o empresário, revelando que o faturamento do comércio varejista continua baixo, com pequena expectativa de melhora em dezembro.
“Nossa categoria está muito sacrificada”, confessa Air Ganzarolli, atribuindo como causas a crise econômica, o desemprego, as restrições ao crédito e também ao endividamento das pessoas. Segundo ele, os lojistas, sem alimentar grandes expectativas, esperam uma reação positiva as partir do início de dezembro. Ele justifica o pessimismo, revelando que os últimos dois anos foram muito difíceis para os lojistas obrigando, inclusive, muitos empresários a fecharem os seus negócios por causa da alta carga tributária, do elevado valor dos aluguéis, da grande concorrência e do baixo retorno.

Retaguarda
“Por essa e outras razões que o empresariado está na retaguarda, esperando uma reação mais positiva nas vendas para só depois pensar em contratar trabalhadores temporários”, explicou. Para ele, pesa também nessa decisão as mudanças na lei trabalhista e a incerteza sobre como devem proceder na hora de contratar. Outro fator que faz com que o lojista deixe de oferecer empregos temporários são as vendas pela internet, que acaba afastando os consumidores do comércio convencional e eliminando postos de trabalho.
A situação se repete na Unidade de Atendimento do Trabalhador (UAT) do Sine. De acordo com a sua coordenadora, Milene Souza Mota, até o momento nenhuma vaga de trabalho temporário foi captada pelo órgão, apesar do grande número de empregos e de varias funções em oferta. “Apesar de ser uma época em que surgem muitos empregos temporários, a unidade do Sine ainda não captou sequer uma única vaga”, revelou a coordenadora lembrando que por ser um final de ano e de maior movimentação no comércio, as lojas já deveriam estar oferecendo vagas temporárias.
Segundo ela, nem mesmo nas papelarias, que também oferecem vagas temporárias por causa do crescimento nas vendas de material escolar, ainda estão abrindo oportunidade de trabalho para quem está em busca de um emprego. Em contrapartida, Milene Mota revela que o Sine local dispõe de muitas vagas para empregos efetivos, a maioria exigindo dos candidatos formação profissional e também experiência nas diversas funções em oferta. No último dia 9, o Sine tinha disponível 289 vagas, distribuídas entre dezenas de funções, dentre elas de farmacêutico, fonoaudiólogo, professor de línguas, técnico em segurança de trabalho, designer gráfico, supervisor, gerente e consultor de vendas, corretor de imóveis, analista de controle de qualidade, operador de processo industrial, dentre outras.

Autor(a): Ferreira Cunha

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