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Emprego gerado na indústria em Goiás está acima da média nacional

Economia Comentários 21 de abril de 2012

Mas, apesar da fama de “capital industrial”, Anápolis fica em segundo lugar, bem atrás de Goiânia e muito próxima de Aparecida de Goiânia, que é a terceira colocada


Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho evidenciam o crescimento expressivo do número de empregos e de estabelecimentos na indústria goiana, no período de 1996 a 2010 (últimos dados consolidados). O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de 2011, aponta para aumento ainda mais relevante.
Enquanto o crescimento médio brasileiro ficou em 75,54%, no total dos empregos formais em atividades industriais, Goiás teve evolução de 165,8%. O número de estabelecimentos cresceu 166,7% no mesmo período, contra aumento de 70,1% da indústria brasileira.
O coordenador técnico da Fieg, Wellington Vieira, aponta que os setores que lideraram o crescimento são os que emergiram nos últimos 20 anos, tendo à frente o segmento da indústria mecânica - fabricação de máquinas e equipamentos, com evolução de 704% dos empregos, no período analisado, saindo de apenas 74 estabelecimentos e 651 empregos, em 1996, para 449 estabelecimentos e 5,2 mil postos de trabalho, em 2010.
O segundo segmento que se destacou em crescimento de emprego, no período, foi o químico e farmacêutico - medicamentos; cosméticos, perfumaria e material de limpeza, que saiu de 5,9 mil postos de trabalho, em 1996, para 39,1 mil, em 2010, evolução de 464,2%. O número de estabelecimentos também apresentou resultados expressivos, de um total de 265 estabelecimentos em 1996, evoluiu-se para 763 - crescimento de 187,9%.
Em terceiro lugar, aparece o segmento de material de transportes, que recebeu, no período, duas montadoras de veículos e uma de máquinas agrícolas, além de indústrias de autopeças. Os 131 estabelecimentos existentes, em 1996, passaram para 196, em 2010 - crescimento de apenas 49,6%. Por outro lado, os empregos cresceram de 993 para 5,8 mil, evolução de 488,3%.
Todos os demais setores apresentaram aumento expressivo do número de estabelecimentos e de empregos. Para um total de 108,6 mil postos de trabalho existentes na indústria goiana em 1996, foram registrados 288,8 mil em 2010, crescimento de 165%. Segundo o Caged, esse número já alcançava 308 mil, no final de 2011.
Em valores absolutos, o segmento de alimentação e bebidas continua na liderança, contabilizando 76,7mil empregos, seguido de perto pela construção civil, com 76,5 mil. Somados, essas duas vertentes absorvem 53% dos empregos na atividade industrial em Goiás.

Anápolis é o 2º maior empregador na indústria
Em números absolutos, o município de Goiânia é o maior empregador na atividade industrial, com 92,2 mil, ou 32% do total. Anápolis vem a seguir com 28,7 mil empregos, que representam 10% do total do Estado, e Aparecida de Goiânia, que emprega 26,8 mil industriários, com participação de 9,3% nos empregos industriais, em Goiás. Pela ordem, Rio Verde (15.450 postos de trabalho); Catalão (8.518); Itumbiara (6.204), Luziânia (5.265) e Jataí (3.615) completam a lista dos oito maiores empregadores na indústria goiana.
Proporcionalmente, o município que mais cresceu, entre 1996 e 2010, foi o de Rio Verde, onde o número de estabelecimentos industriais aumentou 304,9% e o de empregos 786,9%. Catalão vem a seguir, com aumento de 181,8% no número de estabelecimentos e 426,4% no de empregos.
Luziânia, com crescimento de 250,5% nos empregos, Aparecida de Goiânia com 228% e Anápolis com 214 % completam a lista dos cinco municípios que mais cresceram no período nesta avaliação.
A análise do crescimento dos municípios evidencia a descentralização industrial no Estado, com o crescimento acelerado da atividade em municípios de industrialização recente, nas regiões Sudeste e Sudoeste, além de Aparecida de Goiânia. Por outro lado, os números apontam uma rápida diversificação industrial em Goiás, com o surgimento e consolidação de setores não tradicionais, como o de medicamentos, cosméticos, automóveis, entre outros. (Fonte: CNI).

Autor(a): Da Redação

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