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Geral Comentários 30 de agosto de 2018

Pacientes do Caps AD Viver participam de oficinas de artesanato


Com a linha da agulha, Jonas Ferreira dos Santos, 29, vai costurando uma nova vida. O padeiro alagoano que saiu de casa há 15 anos e vive como andarilho encontrou no Centro de Atenção Psicossocial AD - Viver (Caps - Álcool e Drogas) uma luz que procura desde que conheceu o efeito devastador do crack. Ele iniciou o tratamento da unidade e é um dos alunos do cursos de artesanato. Está aprendendo a fazer bolsas e mochilas. “Não estou acreditando que isso está acontecendo na minha vida. Vou me livrar do crack e buscar meus pais”, conta com saudosismo e falando das dificuldades da família na terra natal.
Mas Jonas está ainda mais otimista. Com o artesanato pretende de enveredar em outra profissão. “Ainda estou um pouco trêmulo por causa da abstinência, mas vou ficar craque nisso aqui”, diz mostrando o zíper sendo colocado no tecido. “Essa oficina é uma terapia para todos que buscam atendimento. Ajuda na ansiedade e na inserção social”, ressalta a coordenadora do Caps AD – Viver, Poliane Moreira.
A ideia da confecção de mochilas surgiu após a observação de que muitas pessoas chegavam lá sem ter onde guardar suas coisas, às vezes com tudo que lhe pertenciam em sacolas plásticas. “Pensamos então em fabricar essas bolsas e mochilas para uso próprio”, conta a artesã Maria José Parreira que ministra as oficinas. “Foi uma forma de aliar a terapia à praticidade do dia a dia”, complementa.
As oficinas começaram com bolsas de couro que foi doado à unidade. Com a dificuldade de encontrar a matéria-prima surgiu a ideia de usar o jeans, também proveniente de donativos. O trabalho foi crescendo e, hoje, o que era terapia tornou-se profissão. Os produtos são comercializados e parte da renda vai para o custeio dos materiais e o restante para os artesãos. “Já recebemos até encomendas!”, exclama a artesã. Mas mesmo com esse retorno a unidade ainda pede doações de materiais para ajudar a manter esse trabalho tão importante para os pacientes. “Isso já mudou a vida de muita gente”, frisa a coordenadora, Poliane Moreira.
E a turma do Caps não faz só bolsas e mochilas não. Tem almofadas, chaveiros, brincos, garrafas, bordado, crochê e miniaturas com latas. E o craque no artesanato em latas é o Júlio Barcelar, 51. Artesão desde os 13 anos, busca nesse trabalho e no amparo do Caps, vencer o alcoolismo. “Frenquento o Caps há muitos anos, mas só agora vou iniciar o tratamento”, destaca. Ele é anapolino e possui família, mas o álcool desestruturou o convívio e fez com que optasse pelas ruas. “Sem o álcool vou voltar pra casa”, pontua.

Apoio
A história de Jonas e Barcelar se fundem à de dezenas de pessoas que utilizam o Caps como ponto de apoio. Muitos moradores de rua, passam os dias lá e recebem tratamento e atendimento psiquiátrico, clínico, psicológico e de enfermagem. “Aqui não visamos internação. O tratamento dos Caps procura fazer com que o paciente vivencie as situações diárias sem a droga ou o álcool”, ressalta Poliane Moreira.
Atualmente, 620 pessoas estão em tratamento no Caps AD Viver. Os pacientes são encaminhadas por meio das unidades de saúde e da equipe de Consultório de Rua que possui um trabalho específico para quem vive nessa situação. São pessoas que lutam contra o álcool e as drogas e que, às vezes, precisam apenas de só uma chance para recomeçar.

Serviço
Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas Viver (Caps - AD) – Rua Quintino Bocaiúva esquina com Rua Conde Afonso Celso, nº 1427 – Centro
Telefone: 3902-1299


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