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Em busca da recuperação ecológica

Meio Ambiente Comentários 28 de julho de 2011

A exemplo das demais cidades brasileiras surgidas no início do século XX, Anápolis sofreu com a dizimação de suas reservas naturais. A ordem, agora, é recompor parte do que foi destruído e preservar o que ainda resta


A rigor, há, somente, uma pequena porcentagem da composição original de cobertura vegetal na região de Anápolis. Por conta do crescimento populacional que se observou ao longo das últimas décadas, as reservas florestais, bosques e campos existentes, foram tomados por loteamentos urbanos. Outra grande parte se transformou em pastagens para fazendas, sítios e outras propriedades rurais que se formaram em torno da cidade edificada. Com isso, despareceram, também, inúmeras nascentes das águas que compõem as chamadas mini-bacias hidrográficas da região, o que descaracterizou, profundamente, a paisagem de outrora. Da mesma forma, o clima sofreu substancial alteração. A temperatura média que era de 20/21 graus centígrados nas décadas de 40 e 50, hoje está na casa dos 23/24 graus. Anápolis, hoje, conserva muito pouco do que existia, fenômeno que se observou, praticamente em todo o Brasil, devido, principalmente, à falta de uma política ecológica mais racional. Os seguidos surtos de desenvolvimento acabaram por agredirem a natureza, em alguns casos, de forma irreparável.
Assim sendo, os últimos governantes tentaram, de variadas maneiras, buscar a reversão do quadro, criando áreas de preservação, adotando políticas ambientais para conter o avanço do concreto sobre a madeira, assim como o equilíbrio ecológico, com a recuperação dos veios d’água importantes para uma melhor qualidade de vida e, ao mesmo tempo, adotando medidas legais com o objetivo de impedir a agressividade oriunda do crescimento econômico/industrial, que produz de grande carga poluidora.
Reservas
Nas décadas de 50 a 70, alguns nichos de preocupação ambiental já eram vistos em Anápolis, com o trabalho pioneiro de pessoas como Adahyl Lourenço Dias, James Fanstone e outros que mantiveram as matas existentes em suas propriedades rurais intactas. Ainda hoje, esse esforço pode ser visto, com a existência de áreas como a mata do Parque dos Pirineus e do Central Park Onofre Quinan. Foi, também, na década de 70 que o então Prefeito Henrique Santillo conseguiu, com o apoio da família Faria, manter o que é, hoje, o Parque “Antônio Marmo Canedo” (Matinha), no Bairro Maracanã.
As administrações que se seguiram, também, se ocuparam de criar situações favoráveis à ecologia, o que resultou na criação de parques municipais no setor urbano. Ressalte-se que, ainda hoje, existem áreas importantes para a manutenção dessa proposta, carecendo de um projeto que impeça sua devastação. Há reservas no Residencial Pedro Ludovico; Santo André, Pirineus, Bougainville e várias outras regiões onde ainda é possível se encontrarem resquícios da Mata Atlântica, mesclada com o Cerrado original, justamente a vegetação que existia em Anápolis no começo da formação da Cidade.

MEIO AMBIENTE
Parques dão novo aspecto visual à cidade
A atual administração tem desenvolvido uma política ambiental bem positiva no quesito meio ambiente. Tanto é assim que, no final do ano passado entregou à população o Parque Ipiranga, implantado a partir da recuperação das nascentes que se localizam naquela parte do Bairro Jundiaí, assim como recuperando uma área degradável, onde proliferava toda sorte de poluição ambiental. O Parque é, hoje, indiscutivelmente, o melhor “cartão postal” do setor urbano de Anápolis.
Ao lado disso, a população tem visto outros procedimentos, como a revitalização do Parque “Antônio Crispim Ramos”, na Cidade Jardim outra reserva florestal importante na região central de Anápolis. O local foi, igualmente, transformado em área de lazer, mantendo-se intactos elementos componentes da paisagem original. Além disso, muitas praças foram reformadas e recuperadas, cuidando-se da preservação das árvores e arbustos já existentes. Outro trabalho desenvolvido de forma efetiva, vem sendo o replantio de árvores em praticamente toda a Cidade.
Todavia, o maior investimento nesta área é o Parque Ambiental de Anápolis, que começou a ser formado em uma área de 21 alqueires, entre os setores Polocentro/Parque Calixtópolis/São João, de um lado e Vivian Park/Morumbi/Parque das Primaveras do outro. A obra vai ser implantada com recursos da Valec (empresa responsável pela construção da Ferrovia Norte Sul), como forma de recomposição do Impacto Ambiental, existindo, também, uma contrapartida da Prefeitura. De acordo com o Gabinete Municipal, parte do dinheiro já foi disponibilizada e as obras tiveram início há alguns dias.

Autor(a): Nilton Pereira

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