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Em Anápolis, 70% das mulheres agredidas procuram a polícia

Violência Comentários 28 de novembro de 2014

De janeiro a outubro foram lavrados, na DEAM, 912 boletins de ocorrência, 32 termos circunstanciados de ocorrência, 136 autos de prisão em flagrante e um total de 2.885 atendimentos


De acordo com informações da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher em Anápolis (DEAM), 70% das mulheres que sofrem algum tipo de agressão, no Município, procuram a Polícia para prestarem queixa contra o agressor. A delegada titular da DEAM, Aline Vilela, entende que, hoje, há “vários mecanismos para coibir a violência contra a mulher” e “medidas protetivas da lei”. Quando questionada se estes mecanismos impedem o cometimento dos crimes, ela analisa: “eu não posso afirmar isso”.
A delegada Aline disse que há um “alto índice de reincidência” nos crimes de violência contra a mulher. “Quando a pessoa quer fazer o mal a outra, lei, nada intimida”. Ela explicou, também, que hoje existem medidas protetivas para os casos em que as mulheres se sentem ameaçadas e que a Lei “prevê as medidas de proteção e os abrigos de acolhimento”, como os chamados Centros de Referência. Nestes, equipes multidisciplinares cuidam da integridade física e psicológica das vítimas. E, há várias campanhas “dizendo para a mulher procurar seus direitos”.
Dados da DEAM apontam que, de janeiro a outubro deste ano, foram registrados 912 boletins de ocorrência e lavrados 136 autos de prisão em flagrante. Foi realizado um total de 2.885 atendimentos e lavrados 32 termos circunstanciados de ocorrência (TCO). A delegada explicou que “a mulher vem, às vezes, com outros problemas. Ela não foi vítima de nenhuma infração penal”, mas acaba procurando a DEAM.
O total de 2885 atendimentos, conforme explicou a delegada, é um “número que, se comparado com a estatística do País todo, é normal”, mas, “em se tratando de violência, nada é normal”. Ela informou que o Brasil está entre os dez países com maior índice de violência contra a mulher.

Estrutura
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher conta com quatro agentes, cinco escrivães e quatro colaboradores na área administrativa. De acordo com a delegada Aline Vilela, a DEAM precisaria de uma estrutura melhor, com “mais funcionários, inclusive outros colegas delegados, para dividir o atendimento, dividir o trabalho que é função de delegado. Fazemos o possível e o impossível. A gente tenta”, explicitou. E, acrescenta: “Nós precisávamos aumentar o quadro de funcionários que, por enquanto, não é possível”. Esta impossibilidade de aumentar o quadro da corporação se dá pela evasão de policiais concursados que buscaram outras atividades.

Autor(a): Felipe Homsi

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