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Elevado número de homicídios amplia trabalho da força-tarefa

Segurança Comentários 08 de maro de 2018

Em pouco mais de dois meses já foram registrados 40 assassinatos, a maioria por envolvimento com drogas


O acentuado aumento no número de homicídios registrados neste início de ano em Anápolis está sendo considerado preocupante pelo novo titular da Delegacia de Homicídios e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Vander Coelho, apesar de ele próprio considerar um êxito os resultados iniciais da Operação Manchester, uma ação que foi deflagrada nos primeiros dias de fevereiro depois que dois agentes prisionais foram assassinados no início de janeiro.
Estes dois crimes foram encomendados de dentro do presídio local, em represália a uma maior rigidez na administração da unidade. Apesar do trabalho dessa força-tarefa, apenas o assassinato do agente prisional Eduardo Barbosa foi elucidado. O de outro agente, Ednaldo Monteiro, executado no mesmo dia, 2 de janeiro, continua sendo investigado por delegados e policiais integrantes da Operação Manchester.
Do início do ano até a manhã da última quinta-feira, 8, já haviam sido registrados na Delegacia de Homicídios 38 assassinatos, número que supera as 36 ocorrências do mesmo período do ano passado e as 29 de 2016. “Foi o início de ano mais violento desde 2013”, reconhece o delegado Wander Coelho, revelando que em janeiro deste ano foram cometidos 22 assassinatos; 15 em 2017; 13 em 2016.
Em fevereiro, de acordo com estatística do GIH, o número foi mais baixo em relação aos dois anos anteriores. Segundo o delegado, foram 10 homicídios este ano, 18 no mesmo mês do ano passado e 14 em fevereiro de 2016. Já em março, até o último dia 8, ocorreram 6 assassinatos, 3 no mesmo período de 2017 e apenas dois em 2016.

Estatística
Wander Coelho forneceu também as estatísticas de homicídios praticados em Anápolis desde 2013, segundo ele, um ano recorde de registros, com 189 crimes e um número que foi superado em 2016, quando foram praticados 195 assassinatos. A mesma estatística mostra que, em 2014, ocorreram 148 homicídios; 134 em 2015 e 165 no ano passado, números que, juntos, incluindo os 39 crimes praticados neste início de ano, totalizam 869 assassinatos.
“Realmente não números que nos preocupam muito”, avaliou o delegado revelando que o trabalho da força-tarefa realizado pelo grupo de delegados e policiais civis que integram a Operação Manchester, iniciada com a participação de oito delegados, inclusive de Goiânia e de mais de 80 policiais civis, poderá ser reforçado. Segundo ele, por causa do crescente número de homicídios registrados neste início de ano, o trabalho dessa força-tarefa será implementado, na tentativa de inibir e também prevenir outros crimes.
“Vamos ampliar o trabalho da força-tarefa, através de um esforço conjunto para que os autores desses crimes contra a vida sejam presos em flagrante, de preferência logo após serem praticados”, promete o delegado, admitindo que a curva ascendente nos registros de homicídios desenha um ano com tendência a ser mais violento do que os dos últimos anos. “Nosso empenho será no sentido de fazer com que essa curva fique descendente”, disse Wander Coelho, revelando que o resultado desse trabalho já começa a aparecer, com a prisão de dois elementos, autores de um crime praticado no último dia 6, em um pesque pague da zona norte da cidade.
Ele lembrou que após a deflagração da Operação Manchester, em fevereiro, houve redução no número de homicídios e também de crimes praticados com arma de fogo de grosso calibre, alguns deles encomendados de dentro do presídio local. Disse também que a transferência de 60 presos considerados mais perigosos para a unidade prisional de Formosa contribuiu para a redução do número de assassinatos na cidade e também de outras modalidades de crimes, segundo acredita, praticados por influência de lideranças criminosas que foram transferidas.
Admitiu, no entanto, que em março o número de assassinatos voltou a crescer, a maioria por motivações diversas, segundo ele, muito difíceis de serem prevenidos. “Por essa razão, na maioria dos casos, o combate é feito depois que o crime ocorreu”, justificou Wander Coelho, revelando que mesmo com essa dificuldade, a Polícia Civil vem reforçando o trabalho de inteligência e implementando outras medidas na condução das investigações.
De acordo com o delegado, esse trabalho de investigação e de combate aos crimes contra a vida é feito conjuntamente com o Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), com operações integradas e troca de informações porque a maior parte dos homicídios tem envolvimento com drogas. “Nosso trabalho é também muito próximo ao que é realizado pela Polícia Militar”, acrescentou Wander Coelho reafirmando que mesmo assim o combate às causas de assassinatos se esbarra na dificuldade de preveni-los.
Ele informou ainda que, por essa razão, o trabalho da força-tarefa dá também atenção especial à apreensão de armas e ao tráfico e consumo de drogas. Segundo o delegado, a maioria dos conflitos que tem envolvimento com drogas, seja por causa de dívidas ou disputa por pontos de venda, são resolvidos de forma violenta, daí a necessidade de um reforço na repressão e apreensão. Disse, por último, que os crimes que fogem dessa regra têm como causa questões pontuais entre os autores e as vítimas, igualmente difíceis de serem prevenidos ou repreendidos.

Autor(a): Ferreira Cunha

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