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Eleições na ACIA atraem três candidatos para a presidência

Geral Comentários 17 de fevereiro de 2013

A eleição, que acontecerá apenas no final do mês de maio próximo, está movimento a classe empresarial em torno de uma possível disputa entre três nomes


A eleição para a renovação de diretoria da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), uma das mais antigas entidades de representação classista de Goiás, com 76 anos de existência pode, este ano, ter um ingrediente diferente do que sempre ocorreu na casa: a eleição através de chapa de consenso. Há indicativos de que pode haver uma disputa e, no momento, três nomes se apresentam para encabeçar chapas: os empresários Vander Lúcio Barbosa, Jânio Crispim e Luiz Medeiros.
Na próxima quarta-feira, dia 20, haverá uma reunião interna entre o Conselho da entidade, onde deverá ser tirado um nome que vai encabeçar a chapa que deverá ser apoiada pela atual diretoria da ACIA, segundo informou o presidente Wilson de Oliveira, que não irá disputar o cargo. Ele explicou que a eleição deverá ocorrer no final do mês de março próximo, sendo que até o final deste mês, será divulgado o edital para a apresentação das chapas, que devem ser registradas até, no máximo, dez dias antes da data programada para a eleição. “Vou ser um juiz imparcial neste processo, respeitando a minoria e apoiando a maioria”, ressaltou, acrescentando que na reunião da próxima semana vai sair o nome indicado da diretoria e a ideia é se buscar o consenso para que não haja disputa no voto. “A política classista é diferente da política partidária, porque aqui se um grupo perder, ele se afasta e isso enfraquece a nossa entidade. Nós temos de trabalhar é pela unidade”, pontuou Wilson de Oliveira. Ainda segundo ele, hoje a diretoria é composta de 106 membros, sendo 71 diretores, 20 membros do Conselho Consultivo, 06 do Conselho Fiscal e 09 do Conselho Nato, que é formado pelos ex-presidentes.

Oposição
Em campanha desde o ano passado, o candidato Jânio Crispim, empresário no ramo de hotelaria, disse ao CONTEXTO que pretende manter a sua candidatura à presidência da ACIA e, para isso, está trabalhando os votos dentro da diretoria mas, sobretudo, entre os associados. Ele, inclusive, é o único entre os concorrentes que vem fazendo uma divulgação através do rádio e que, conforme revelou, será intensificada. Crispim observa que foi motivado a entrar nessa disputa porque acompanha a entidade há muitos anos. “Meu pai- José Crispim de Deus- foi associado desde a fundação do prédio na Avenida Goiás e eu tenho um sonho que é mudar a ACIA e deixar o meu legado de contribuição”, diz. O empresário afirma que está com a chapa em formação bastante adiantada, mas admite que pode haver um consenso, se houver concordância em uma proposta para renovação de 50% do quadro diretivo da entidade. Não havendo o consenso, “vou continuar e podem me chamar de guerreiro solitário”, se referindo ao fato de alguns adversários o estarem rotulando de candidato de oposição e de candidato “para si só”. “Estou fazendo o meu trabalho e vou surpreender”, afiança.

Bom trânsito
O também candidato Luiz Medeiros já exerceu a presidência da ACIA por duas vezes, na década de 90. Seu nome é um dos que pode ser indicado pela diretoria no próximo dia 20. À reportagem, Medeiros adianta que tem conversado com toda a diretoria e feito também um trabalho junto aos associados, no intuito de consolidar a sua postulação.
“Nós temos uma diretoria com mais de 100 pessoas, é uma boa amostragem do nosso empresariado e o que temos procurado mostrar é que podemos fazer uma política nova, sobretudo, prestigiando e trazendo para dentro da entidade o empresariado, o que é uma forma verdadeira de fazer a renovação”, destacou, acrescentando que outro ponto a seu favor é que possui um bom trânsito em todas as esferas de governo- municipal, estadual e federal, assim como entre as entidades classistas. “Já fomos secretário de Estado de Indústria e Comércio, presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (FACIEG), vice-presidente da Confederação Brasileira das Associações Comerciais do Brasil (CACB), no Fórum Empresarial e outras entidades e creio que esse é também um fator importante”, observou. Medeiros também é defensor da tese que uma candidatura de consenso contribui para que a entidade saia fortalecida do processo.

Inovação
O empresário do ramo de comunicação, Vander Lúcio Barbosa, não considera que a sua postulação tenha um rótulo meramente de renovação. Ele destacou que começou a freqüentar a ACIA há cerca de 10 anos, levado pelo empresário e jornalista Manoel Vanderic e pelo ex-presidente Deocleciano Moreira Alves, que faleceu em um acidente náutico. “É uma pessoa em que me espelho, por que tinha uma visão moderna e inovadora da atividade classista. E é isso o que eu busco com a minha candidatura, fazer uma gestão conciliadora, moderna, inovadora e voltada para atender os interesses dos empresários do comércio, da indústria e da prestação de serviços, este último, um segmento importante da nossa economia”, destacou.
Segundo ele, a ACIA tem hoje um portfólio grande de serviços que presta a seus associados e, inclusive, a certificação de qualidade ISO 9001, implantada na gestão do ex-presidente Ubiratan da Silva Lopes. “O que pretendo, junto com a diretoria, é desenvolver uma gestão inovadora, aproveitando as coisas boas que são feitas e criar novos serviços e benefícios para os associados, para a classe empresarial”, ressaltou, citando que ao longo da sua existência, a ACIA tornou-se uma referência no classismo em Goiás “e nós temos é que, cada vez, fortalecer mais este conceito” frisou.
Vander Lúcio Barbosa discorda quando dizem que a ACIA não é uma entidade política. “A verdade é que, nós, classistas, fazemos política diferente, nossa maneira de exercer a política não é partidária. Nós, dirigentes classistas, sobretudo os diretores da ACIA, estamos sempre atentos na defesa dos interesses de Anápolis em todos os níveis de Governo. É preciso que mantenhamos uma relação respeitosa, harmoniosa com os poderes constituídos, como o Ministério Público, o Judiciário, o Legislativo e outras organizações e instituições não governamentais como as associações de classes, clubes de serviços, sindicatos e outras entidades que defendem os interesses dos anapolinos. Entendo que devemos praticar, exercer a política do entendimento, a chamada política da boa vizinhança. Temos de ter a força da união para cobrar, mas, também, o mérito para receber os nossos pleitos”, sublinhou o publicitário e jornalista.

Bom senso
Empresário do ramo da construção civil, duas vezes presidente da ACIA e atual presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (FACIEG), Ubiratan da Silva Lopes observa que este momento de transição na ACIA deve ser pontuado “pela cautela e o bom senso”. Na sua opinião, a entidade tem projetos muito bem delineados, é uma entidade forte e, assim, o ideal seria não haver divisão. “Vejo o processo com certa preocupação, mas acredito que teremos ao final um consenso e continuaremos a marchar unidos pelo bem da ACIA e pelo bem de Anápolis”.

Memória
O empresário, presidente da Goiasindustrial e ex-presidente da ACIA, Ridoval Charelloto, sugere que o melhor caminho para a entidade, é que os três nomes que estão na disputa pela presidência “se sentem para dialogar e cheguem a um consenso”. Ele lembra que, em 1986, participou de uma disputa com o empresário Cornélio Maciel, já falecido, e daquele processo- recordou- “até hoje ficaram alguns ressentimentos, tiveram empresários que não voltaram para a entidade”. Ainda nessa linha de pensamento, ele acredita ser possível montar uma boa chapa de consenso. “Nós temos 100 nomes para fazer uma boa composição, mas se houver disputa e um lado perder, vamos ter gente boa ficando de fora da diretoria. Isso é ruim. Nós temos é de agregar”, sentenciou.
Para Chiarelloto, a renovação é um processo que ocorre naturalmente não só na ACIA, mas em qualquer outra entidade classista. “Nós sempre vamos ter pessoas novas chegando, com ideias novas e que querem contribuir. O que não pode é falar mal de uma entidade que tem uma longa folha de serviços prestados à Anápolis. A Cidade deve muito à ACIA e, em toda a sua história, nós só tivemos duas disputas e não foi bom. Vou lutar e acho que todos devem trabalhar para que haja o consenso”, conclamou.

Autor(a): Claudius Brito

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