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Eleições, agora, só em 2016

Política Comentários 29 de dezembro de 2014

Embora distante, o próximo pleito tem muito haver com o que ocorreu na eleição passada. Mas é difícil ainda vislumbrar um quadro


No Brasil, ano sim e ano não tem eleição. Acabamos de sair das eleições gerais, ocorridas em outubro último, quando escolhemos os nossos candidatos para os cargos de Presidente da República, Senador, Governador, Deputado Federal e Deputado Estadual. Em 2015, não haverá eleição e, portanto, o espaço vai ficar aberto para as articulações com vistas a 2016, ou seja, para a eleição de Prefeito e Vereador.
A eleição passada vai exercer alguma influência sobre a que virá? Esta é uma pergunta que ronda a cabeça de muita gente. E a resposta é simples: vai! Uma eleição é sempre um fator importante para evidenciar nomes, partidos e grupos políticos. E, no caso, o grupo liderado pelo Governador Marconi Perillo se fortaleceu e vai querer ampliar os seus domínios nos municípios. Em Anápolis, o PSDB, sem dúvida, vai lançar uma candidatura própria para a Prefeitura. Este já será um elemento importante dentro do jogo político.
O Partido dos Trabalhadores também vai trabalhar para manter-se no Poder e, no caso, a tendência é que o Prefeito João Gomes se candidate à reeleição. Resta saber se poderá, no próximo pleito, contar com o apoio do PMDB. Na eleição que passou, os dois partidos caminharam em direções opostas, na disputa pelo Governo de Goiás: o PMDB foi de Íris Rezende e o PT, lançou a candidatura de Antônio Gomide. Com isso, houve um distanciamento, num casamento que parecia ser duradouro. Mas, pelo menos por enquanto, a tendência é que PT e PMDB mantenham-se a uma certa distância. Isso vai depender muito, também, do caminho que o PMDB buscará para se reoxigenar. A lição das urnas, mostrou que o partido precisa de mudanças.
Outros partidos surgiram, no cenário político, a partir das eleições de 2014 e vão buscar espaço na eleição de 2016. É o caso do PROS e do Solidariedade. Em Anápolis, os dois partidos têm representação na Câmara Municipal. O PROS tem uma cadeira e o SD tem três. Também tem o PSC, que fez duas cadeiras. Esses três partidos vão preencher um espaço importante na disputa. E, outro detalhe: por duas ocasiões, o presidente nacional do PROS, Eurípedes Júnior, esteve com o Prefeito João Gomes, o que é um indicativo de que pode estar ocorrendo alguma articulação. Chegou-se a comentar que teria havido, até, um convite para a filiação do chefe do Executivo à legenda. Mas nada de oficial.
A partir de janeiro, o Prefeito João Gomes deve fazer algumas alterações no secretariado e essas alterações podem sinalizar alguma coisa, no aspecto político, mesmo porque, ele é que será o fio condutor de todo o processo.
Há muita coisa ainda por vir, porém, não há dúvida que as conversas já vão se iniciar a partir do ano que vem, porque a disputa de 2016 promete ser acirrada. Portanto, é preciso estar preparado e, estar preparado, em política, é fazer um bom trabalho de fortalecimento das bases e de aglutinação de apoios. O caminho está aberto.

Autor(a): Claudius Brito

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