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Eleições 2010: Nada definido em Goiás

Política Comentários 29 de dezembro de 2009

Não passou de pura especulação tudo o que foi dito, escrito e, lido, sobre a sucessão estadual. O quadro está totalmente indefinido e, só depois de março é que começa a clarear


Dependendo, diretamente, da escolha dos candidatos à Presidência da República, a sucessão nos estados brasileiros é, apenas, um esboço do que poderá acontecer no ano que vem. Em Goiás, não se foge à regra e somente após março, ou abril, é que os prováveis nomes para disputarem a sucessão do Governador Alcides Rodrigues (PP) que não tem como ser candidato à reeleição por estar no segundo mandato consecutivo, é que os goianos poderão avaliar o provável quadro. Até a situação de Alcides Rodrigues é indefinida. Se ele decidir por se candidatar a um cargo eletivo (deputado, senador ou, suplente de senador) assume o Vice-Governador Ademir Menezes. Caso contrário, o próprio Ademir estará buscando seu espaço político, candidatando-se, possivelmente, a deputado federal.
Mas, na sucessão estadual em Goiás, o grande ponto de interrogação fica por conta do futuro político de Henrique Meirelles, (PMDB), Presidente do Banco Central. Carregado de mistério, este futuro somente vai ser desvendado a partir de março, ou abril. São várias as vertentes, nenhuma delas com dose consistente de afirmatividade. Meirelles pode sair candidato a senador ou a Governador de Goiás. Mas, há quem diga que ele pretende ser ungido candidato a Vice-Presidente da República, numa chapa com a Ministra Dilma Rousseff, Chefe do Gabinete Civil da Presidência e preferida de Lula para sucedê-lo, fazendo o “casamento” PMDB/PT, que já existe na prática. Muito embora outros “caciques” peemedebistas sonhem, também, com esta indicação. É o caso, por exemplo, do Presidente da Câmara Federal, Michel Temmer, de São Paulo. Isto, se o PMDB não se “divorciar” do PT, lançando candidatura própria, nem que seja para marcar presença no primeiro turno. Tese, por sinal, defendida pelo governador paranaense, Roberto Requião, que, até, se apresenta para o “sacrifício”. Mas, Henrique Meirelles pode não ser uma coisa, nem outra e, sim, continuar na Presidência do Banco Central, muito embora, esta semana, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenha declarado que se ele (Meirelles) sair, pouca diferença faria. “O sucesso do projeto econômico é do Governo e não meu, ou do Henrique Meirelles”, disse ele à imprensa nacional. Para a mídia, entretanto, o Presidente Lula tem dito que gostaria de contar com Meirelles até o final de seu mandato.
Candidaturas
Assim sendo, com Meirelles fora da disputa, crescem as chances de dois fortes integrantes da parceria PT/PMDB em Goiás. O Prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado, candidato natural à Governadoria do Estado, tem contra si alguns inconvenientes, dentre eles o peso da idade (76 anos completos) e o estado de saúde que não tem se apresentado bom nos últimos tempos. Mas, Íris se mostra persistente e não deu, ainda, demonstrações de que esteja sem “apetite” para disputar, mais uma vez, o Governo de Goiás. Se, de tudo, ele não quiser, ou não puder concorrer, a aliança tem outro nome “preparadinho”: o deputado federal Rubens Otoni (PT) que independentemente do que ocorrer com Íris ou com Meirelles, tem feito o “dever de casa” alinhavando contatos, visitando município por município, se dispondo a ser uma alternativa viável para disputar a sucessão estadual.
Fora isso, objetivamente, tem-se como certo que o PSDB vai disputar o Governo, tendo como candidato o senador Marconi Perillo. Com a folga de ter mais quatro anos de mandato no Senado Federal, Marconi não esconde que seu desejo, mesmo, é voltar ao Palácio das Esmeraldas. E, para isso, trabalha dia e noite por todo o Estado. Marconi, entretanto, ainda não bateu o martelo. Um dos motivos é proibição legal, imposta pelo calendário eleitoral. Outro, mais claro, é que ele está na dependência da evolução do quadro. Há quem diga que Marconi pode, até, nem se candidatar, o que, todavia, hoje, seria pouco provável.
Nas outras vertentes, os comentários são de que, pelo menos, mais duas candidaturas podem surgir. Uma delas comandada pelo Governador Alcides Rodrigues, numa chamada “terceira via” e outra dos partidos de centro/direita, tendo como âncora o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), visto que ele, Caiado, já acenou com esta possibilidade. Fala-se, também, que caso não dê certo com Ronaldo Caiado, outros nomes podem ser colocados no páreo, como os dos deputados Sandro Mabel (PR), Jovair Arantes (PTB) e, até, do senador Demóstenes Torres que, a princípio, se anuncia como candidato à reeleição. Sem se falar, é claro, nos chamados partidos de extrema esquerda, como PSTU, PSOL e outros que, geralmente, lançam candidatos em todas as eleições.
Anápolis
E, neste emaranhado político, chama a atenção a participação quase nula de Anápolis no panorama majoritário. Se Rubens Otoni não for aproveitado, não restará ao município outra alternativa que não seja indicar alguns nomes para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa, a despeito dos mais de 220 mil eleitores que o Município terá no ano que vem.
Sem contar que, até nesses casos, a cidade estaria carente de nomes com efetiva densidade eleitoral para concorrer aos cargo proporcionais. De parte do PT, por exemplo, caso Rubens Otoni não seja candidato à reeleição, não haveria nome, ou nomes, para uma candidatura de deputado federal. Hoje se trabalha com a hipótese de que esta vaga seja ocupada pelo vice-prefeito João Gomes. Para a Assembleia Legislativa, o PT teria Dinamélia Rabelo (vereadora de segundo mandato) e/ou Céser Donizete, como também Luiz Lacerda.
O PR, que perdeu seus principais líderes da campanha passada (eleições para prefeito e vereador) teria, dentre outros, os nomes do ex-deputado federal e atual Reitor da UniEvangélica, Carlos Hassel Mendes e o vereador Cabo Jacinto. O PSC tem como nomes para a Assembleia Legislativa, o vereador Carlos Antônio e a ex-secretária Municipal da Educação, Marisa Espíndola. Já o PTB, que tem o deputado estadual Frei Valdair como seu representante, poderia incluir mais um ou dois nomes na disputa. Também o PMDB, outrora a grande força política de Anápolis, a princípio, não teria candidato a deputado federal, devendo apoiar a atual deputada Íris Araújo Machado. O nome de consenso para a Assembleia Legislativa seria o da ex-primeira dama Onaide Santillo. Outro nome colocado como pretendente a uma vaga no parlamento estadual é o do vereador Sírio Miguel, Presidente da Câmara Municipal e membro do PSB. Todavia, ao contrário de anos anteriores, até agora, não surgiu um nome que possa empolgar o eleitorado anapolino como “candidato forte” para deputado federal ou deputado estadual. Mas, assim como para as eleições majoritárias, as proporcionais, também, se acham totalmente indefinidas.

Autor(a): Nilton Pereira

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