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Drogas e álcool derrotam trabalhadores

Geral Comentários 18 de janeiro de 2013

Levantamento do Ministério da Previdência Social aponta que o número de pessoas afastadas por causa da dependência cresceu 23% em 2012


Um dado que vem chamando a atenção das autoridades judiciárias e trabalhistas no Brasil: a cada mês, 3,5 mil pessoas, em média, são afastadas do trabalho por problemas com álcool e drogas. A estimativa é do próprio Ministério da Previdência, que aponta que o número de afastamentos vem aumentando ano a ano: de janeiro a setembro de 2012 (dados mais atualizados), 31,8 mil pessoas precisaram tirar licença e se afastar do emprego por causa de dependência química. Esse número é 23% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
O que mais chama a atenção é que o maior motivo de afastamento não são as chamadas ‘drogas pesadas’, como o crack e a cocaína, mas sim o álcool, que muitos chamam, de “droga social” ou “droga lícita”. O psicólogo Dionísio Banaszewski, que trabalha há mais de 20 anos na orientação e combate ao uso de drogas, afirma que o problema do álcool se avoluma porque não é percebido pela sociedade. “O fato de a bebida alcoólica ser aceita socialmente - e até incentivada - só agrava a questão”, comenta.
O especialista argumenta que é na empresa que os reflexos do problema aparecem com maior nitidez - absenteísmo (falta constante ao trabalho), acidentes de trabalho, abandono do emprego, dentre outras consequências. Portanto, segundo ele, os trabalhos de prevenção também devem ser intensificados nas organizações, o que tem acontecido de forma ainda tímida. “O trabalho de conscientização deve ser contínuo e feito por profissionais qualificados”, alerta o psicólogo, lembrando que há muitos casos de pessoas bem intencionadas, mas pouco preparadas, fazendo palestras meramente emocionais, que não chegam a promover resultados no objetivo de se evitar e combater o uso e a dependência.
Quando o trabalho de conscientização é bem feito dentro das organizações, os resultados são realmente efetivos. “Temos estudos que apontam resultados muito positivos, como o resgate de mais de dois terços das pessoas que estavam se afundando no vício e foram recuperadas, além da prevenção, que é mais difícil de ser mensurada. Pudemos perceber esses números em pesquisas desenvolvidas dentro de empresas onde desenvolvemos programas contínuos de conscientização”, exemplifica.
Fonte: ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Autor(a): Da Redação

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