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Droga nova, mais potente que o LSD, é apreendida em Anápolis

Polícia Comentários 01 de abril de 2016

Produto sintético tem alto poder alucinógeno e, de acordo com investigações da polícia, estaria sendo em festa rave e de som automotivo em Anápolis


Uma droga batizada de DOC, que é parecida com o LSD, porém, muito mais potente, foi apreendida numa operação do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Anápolis. 160 unidades do entorpecente estavam em poder de jovem Gabriel Matheus de Andrade Pereira, de 19 anos, preso em flagrante por tráfico de drogas.
Segundo a delegada Carla de Bem Monteiro, coordenadora do Genarc, esta é a primeira apreensão do DOC (dimethoxy chloroamphetamine), no Estado de Goiás. No interrogatório, segundo foi divulgado no site da Polícia Civil, Matheus teria confessado que vendia a droga em festas rave e de som automotivo, em Anápolis, pelo valor de R$ 50,00 a unidade. O acusado foi encaminhado para o Centro de Inserção Social “Luiz Ilc” e está à disposição da Justiça. Ele pode pegar pena que varia de 05 a 15 anos.
Outro fato levantado pela polícia é que não há informação de que a droga DOC seja produzida no Brasil. Portanto, ela pode ter vindo de outro País, provavelmente, de algum ponto da Europa, indicando a possibilidade de tráfico internacional.
Em alguns sites que contém informações sobre a DOC, consta que a mesma começou a circular na Europa a partir de 2008. No Brasil, o primeiro registro de apreensão ocorreu em São Paulo, em junho de 2014. Nesta apreensão, a Polícia Federal tirou de circulação 28 mil pontos da droga, uma mistura de anfetamina e cloro, que se encontrava com um estudante de Direito, de 23 anos de idade, preso em flagrante. Segundo a investigação, ele receberia R$ 15 para trazer a droga de Bruxelas, na Bélgica, para a região do litoral paulista. Na época, a PF informou que o material apreendido estaria avaliado em R$ 5 milhões.
“O que me chamou a atenção é o efeito devastador dessa droga. Nos Estados Unidos, na Europa tem um problema de saúde pública grave com ela. São drogas que copiam outras drogas já existentes, mas são feitas em laboratórios caseiros. Ninguém sabe exatamente tudo que vai no composto, que são muito mais perigosos e podem causar morte”, disse a Delegada Carla Monteiro, em entrevista ao G1.
Conforme, ainda, a Polícia, o jovem acusado de tráfico informou que comprou a droga pela internet, meio que também seria utilizada para a venda, através das redes sociais. A droga chegava através dos Correios. Em nota ao G1, a empresa informou que sempre atua “para prevenir ocorrências desse tipo, realizando rotineiramente a fiscalização dos objetos entregues", por meio dos aparelhos de Raio-X e Espectrômetro de Massa. E apontou que a circulação dessa nova droga é uma novidade para a empresa e que, em virtude do ocorrido em Anápolis, “incluirá esse entorpecente na relação de itens que poderão ser identificados pelos equipamentos”.
Um site internacional que avalia entorpecentes em circulação no mundo, classifica o DOC como uma anfetamina psicodélica de larga duração e alta potência, com uso de doses de 1,5 a 3 miligramas, cujos efeitos podem variar de 12 a 24 horas.

Autor(a): Da Redação

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