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Donos de hangares estão preocupados

Cidade Comentários 04 de setembro de 2009

Uma nova polêmica em relação ao Aeroporto de Cargas de Anápolis surgiu esta semana durante uma reunião de empresários. Os proprietários de hangares terão de sair do local?


Depois de duas suspensões da licitação para as obras de adequação do Aeroporto Civil de Anápolis para transformá-lo em um terminal de cargas aéreas, visando complementar o projeto global da Plataforma Logística Multimodal de Goiás, outra questão volta a preocupar a classe empresarial. Na última reunião ordinária da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), um empresário que é proprietário de hangar, na área do aeroporto, solicitou que a entidade solicite à Goiás Parcerias, um parecer oficial sobre o que está previsto, no projeto, em relação a estes hangares.
O presidente da Acia, Ubiratan Lopes, defendeu que os hangares permaneçam, já que ali estão por vários anos e são mantidos por empresários e empresas. Mas, segundo ele, informações extra-oficiais dão conta de que os hangares não seriam preservados. Entretanto, ressaltou que a primeira providência será levantar a situação real. Ou seja: quantos são os hangares e há quanto tempo existem. De posse de todas as informações disponíveis, será encaminhado um ofício à Goiás Parcerias, buscando maiores esclarecimentos a respeito desta questão.
As primeiras informações são de que existem, na área do Aeroporto JK, oito hangares, alguns deles instalados há mais de 20 anos. O único permissionário que estaria totalmente documentado, é a missão evangélica “Asas de Socorro”, que já realiza um trabalho de quase cinco décadas no município, inclusive, com escola de aviação e oficina mecânica para aeronaves. Os demais teriam, apenas, permissões precárias.
Entretanto, segundo o superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, Edson Tavares, que tem acompanhado essa questão, inclusive, a pedido da secretaria estadual de Planejamento, não se pode desconsiderar a dívida de gratidão que a cidade deve ter para com esses empresários, pois se os mesmos lá não estivessem, provavelmente, toda a área acabaria sendo objeto de invasão. Além disso, há empresários e empresas que fizeram investimentos no local, fato que também não pode ser ignorado.
De acordo com Edson Tavares, o projeto do Aeroporto de Cargas não prevê a manutenção dos hangares, exceto o de “Asas de Socorro”. A alternativa seria a construção de novos hangares em outro local. “Orientei a esses empresários, que seria interessante a criação de uma associação, para facilitar as negociações”, ponderou, não descartando a possibilidade de que possa ser desencadeada alguma pendência jurídica. Entretanto, Edson Tavares observou que há o interesse dos empresários em fazer essa discussão.
A redação tentou fazer contato com o diretor de “Asas de Socorro”, pastor Rocindes José Corrêa, que é, também oficial da reserva da Aeronáutica, profundo conhecedor do assunto e que poderia contribuir com mais informações para a reportagem. No entanto, ele se acha em viagem e só retorna na próxima semana.

Autor(a): Claudius Brito

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