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Dois moradores de rua mortos em uma semana

Violência Comentários 19 de junho de 2015

Casos não são inéditos, mas preocupam a comunidade em geral devido à brutalidade com que foram cometidos


Na manhã de terça-feira, 16, moradores do Bairro Frei Eustáquio, região Oeste de Anápolis, bem próximo ao centro da Cidade, se assustaram com mais um crime considerado brutal cometido durante a noite anterior. Rosângela Gomes Martins, de 38 anos, foi encontrada morta em um terreno baldio. Seu corpo apresentava sinais de violência e não houve nada que pudesse ser feito para socorrê-la. O local, segundo vizinhos, é frequentado por moradores de rua, como a vítima e, de acordo com testemunhas, volta e meia acontecem distúrbios causados, justamente, por conta da promiscuidade registrada entre eles e, ainda conforme depoimentos aleatórios, devido ao consumo de drogas, principalmente crack. Existe ali, por assim dizer, uma colônia de pessoas errantes, gente sem qualificação e sem origem familiar. Eles seriam mais de uma dezena e perambulam pelas proximidades. Quando chega a noite, dormem no meio do mato, em situação degradante. Há denúncias de que entre o grupo, existem casos da presença de mulheres e, até, de adolescentes. Muitos deles se envolvem em pequenos delitos, como furtos e agressões a transeuntes. Outros vivem da mendicância.


Outro crime


Na quarta-feira, 17, um crime idêntico chamou a atenção. Desta vez, na região central da Cidade. José Marcos Fernandes, idade calculada entre 50 e 52 anos, que tinha o apelido de “francês” foi encontrado morto em meio às ruinas de uma antiga revenda de automóveis, na Avenida Brasil, centro, proximidades do Fórum Municipal. Ele, também, era morador de rua com o registro de envolvimento em vários casos de desajustes sociais. Era, segundo se informou, usuário de droga se alcoólatra.


O cadáver de José Marcos foi encontrado por Kátia Gomes, com quem mantinha um relacionamento sentimental, espécie de namoro, embora não coabitassem no mesmo ambiente. A mulher tem residência fixa e, conforme seus próprios familiares, sempre apresentou problemas emocionais, já tendo, inclusive, passado por uma escola para pessoas especiais em Anápolis. O corpo de José Marcos apresentava ferimentos em diversas regiões, mas não se configurou, a princípio, que tipo de agressão ele sofrera. Nos dois casos, a Polícia Civil tomou as providências cabíveis e vai esperar resultados de perícias técnicas e inquirição de eventuais testemunhas para definir que linhas de investigações vão se seguir.

Autor(a): Da Redação

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