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Documentarista e ator são homenagem

Cultura Comentários 10 de maio de 2013

O cineasta Sílvio Tendler e o ator Eduardo Tornaghi são homenageados com a contribuição dada ao cinema nacional


A contribuição do cineasta Silvio Tendler ao cinema no Brasil foi reconhecida no III Anápolis Festival de Cinema, promovido pela Secretaria Municipal Cultura. Ele foi homenageado pelo precioso trabalho de resgate da memória brasileira que realizou ao longo de sua carreira. Desde então, vem colecionando homenagens pelos festivais Brasil afora.
Tendler inscreveu seu nome na cinematografia brasileira como o autor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: “Os Anos JK” (1980) conquistou cerca de um milhão de espectadores; “O Mundo Mágico dos Trapalhões” (1981) teve 1,8 milhão de ingressos vendidos e “Jango” (1982), 800 mil. Ele, que assina mais de 40 documentários sobre personalidades brasileiras, foi aplaudido de pé ao ir ao palco para receber o Troféu Anápolis de Cinema.
O cineasta recebeu a homenagem das mãos do secretário municipal de Cultura, Augusto César Almeida. Em seguida, agradeceu a manifestação calorosa de reconhecimento, que, para ele é muito significativa por vir de colegas e de pessoas que amam a cultura. Ele afirmou que, contrariando suas convicções aceitou o convite para integrar o júri, e não se arrependeu de sua decisão. “A seleção realizada foi muito boa, privilegiando, pelo que tenho visto, produções mais autorais”, afirmou.

Ator
Também homenageado pela terceira edição do festival de Cinema, o ator Eduardo Tornaghi foi um dos principais galãs da Rede Globo, na década de 1970. Tornaghi foi reconhecido por sua grande importância na história da teledramaturgia brasileira. Afastado do cinema e televisão há muito tempo – vale ressaltar que por opção, pois abandonou a carreira no auge da fama é agora também reconhecido pelo trabalho de militância social que realiza no Rio de Janeiro.
O galã romântico de novelas de época como “A moreninha”, “Vejo a lua lá no céu”, “Sinhazinha Flô” e “Memórias do Amor”, hoje, se dedica a ensinar crianças de comunidades carentes do Rio de Janeiro a arte da atuação. Embora a imagem de mocinho tenha se consolidado, Tornaghi atuou também em novelas contemporâneas com o mesmo vigor e talento. No cinema, foram diversos filmes.
O ator, que fazia o público feminino suspirar, começou a se afastar do cinema e da televisão no início da década de 1980 e acabou trocando a fama e o dinheiro pelo trabalho em comunidades carentes. Ele também é escritor e realiza eventos literários e de divulgação de poesia contemporânea e, ainda, milita no movimento Humanos Direitos.

Autor(a): Da Redação

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