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Doar sangue ainda é mito no Brasil

Saúde Comentários 17 de janeiro de 2014

Menos de dois por cento da população pratica este tipo de ajuda ao próximo, justamente por conta do desconhecimento sobre o assunto


Considerada, por muitos, um gesto de amor e de solidariedade, a doação de sangue, ainda, é uma espécie de tabu no Brasil. Grande parte da população tem reservas quanto a esse gesto humanitário, sob várias alegações, praticamente todas desmistificadas pela comunidade médico/científica. O certo é que muitas vidas se perdem por conta da falta de sangue nos hospitais e clínicas, por todo o Território Nacional. Pesquisa do Ministério da Saúde revelou esta semana que, apenas, 1,9% da população doa sangue. O ideal para suprir as necessidades seria que esse índice subisse para 3%. Dados do Ministério mostram que, até, quatro pessoas podem ser beneficiadas com uma doação.
De acordo com médicos especialistas no tema, a quantidade de sangue colhida não afeta a saúde do doador, uma vez que a recuperação é imediata. Na hora de doar, todos passam por uma entrevista que tem o objetivo de dar mais segurança ao doador e aos pacientes que receberão o sangue. Obrigatoriamente, o sangue doado é testado para doenças como hepatite B; hepatite C; HIV; HTLV, sífilis e doença de Chagas. Aliás, esta é uma grande oportunidade para que as pessoas avaliem seu estado de saúde. Caso o exame detecte algum problema, surge a oportunidade de se iniciar o tratamento, evitando-se, assim, que a doença evolua e se agrave descontroladamente.
Perfil do doador
Podem doar sague as pessoas maiores de 18 e menores de 68 anos, que pesem mais de 50 quilos. Jovens com 16 ou 17 anos, também, podem doar, desde que tenham autorização dos pais, ou, responsáveis legais. No dia da doação, é preciso que esta pessoa apresente qualquer documento com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o Território Nacional. As mulheres grávidas e as que tiveram parto normal há menos de 90 dias ou cesariana há menos de 180 dias, ou, que estejam amamentando, ficam, temporariamente, impedidas de doar sangue. Pessoas resfriadas devem esperar o desaparecimento dos sintomas e quem fez tatuagem deve aguardar 12 meses para doar sangue. Também não procede o mito de que “uma vez doador, sempre doador”, ou seja, quem faz uma doação fica obrigado a repetir periodicamente este gesto. De acordo com os médicos, a pessoa pode dar sangue uma única vez, mas geralmente, quem faz isto, repete outras vezes por sentir que está ajudando a salvar outras vidas.
A lei assegura alguns direitos a doadores voluntários de sangue em todo o Brasil. De acordo com o Decreto-Lei 5.452, o doador tem direito a um dia de folga no trabalho a cada 12 meses trabalhados, desde que a doação esteja devidamente comprovada, via documento do banco de sangue ou do hospital onde foi feita a coleta. Esse direito, também, se estende ao funcionário público civil de autarquia ou militar, conforme preconiza a Lei Federal 1.075. Em Anápolis existem vários bancos de sangue onde a coleta é feita de forma segura e eficaz.

Autor(a): Da Redação

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