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Doadores de sangue somem e hospitais fazem alerta

Saúde Comentários 11 de fevereiro de 2011

Médico plantonista revela o drama vivido pelos hospitais: número de doadores é insuficiente para atender à demanda


Como num grito de socorro, o médico plantonista Rodrigo Fonseca, que atende no Hospital de Urgências e na UTI da Santa Casa de Misericórdia de Anápolis, disse que os estoques de sangue nunca estiveram tão baixos e que a situação é alarmante. A aproximação do carnaval, quando, naturalmente aumentam os casos de acidentes de trânsito, exigindo transfusões acima da média, traz mais insegurança e apreensão para a comunidade médica.
Não há uma causa definida para justificar o “sumiço” dos doadores. É que, somente o Hospital de Urgências de Anápolis atende a quase 60 municípios, de onde são triados pacientes acidentados e,/ou com doenças que exigem a reposição sanguínea. Assim sendo, a demanda aumentou muito, o que não foi acompanhado pela comunidade doadora. Sem contar que, durante o final de ano há um recesso natural, com muita gente se ausentando da Cidade para férias, o que diminui a presença de doadores nos bancos especializados.
De acordo com o médico Rodrigo Fonseca, em muitos casos tem-se que buscar socorro no Hemocentro, em Goiânia, onde, também, não existe abundância de sangue. No Centro Onco-Hematológico de Anápolis constata-se que, realmente, o número de doadores diminuiu bastante nos últimos meses.
Importância
O médico Rodrigo Fonseca enumerou as vantagens de se ser um doador de sangue. Inicialmente a pessoa decidida a doar passa por um exame completo de saúde, inteiramente grátis. Vai saber seus níveis de colesterol, glicemia, presença de HIV, diabetes, ou qualquer outra doença. Além disso, vai praticar um belo gesto de cidadania tendo em vista que o sangue doado se presta a salvar vidas. Há casos em que somente a transfusão é capaz de recompor a saúde das pessoas adoentadas. Os profissionais da medicina em Anápolis fazem coro ao médico Rodrigo Fonseca e alertam sobre a importância e a necessidade de se reforçarem os estoques. “Pode ser que o sangue doado por uma pessoa hoje, seja aplicado em um seu parente amanhã. É bom pensar nisso”, disse. Concluindo, o profissional informou que, a princípio, qualquer pessoa pode ser doadora. Desde que tenha idade acima de 18 anos, pese acima de 60 quilos e tenha boa saúde, o que é constatado no exame preliminar. E mais: é mito a história de que quem doa sangue uma vez tenha de doar sempre. “Isto não tem fundamento científico nenhum” Concluiu Rodrigo Fonseca.

Autor(a): Nilton Pereira

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