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Discussão entre vereadores começa em rádio e acaba na polícia

Política Comentários 04 de maio de 2012

Dois vereadores e uma vereadora se desentenderam e, após mútuas acusações, os ânimos se exaltaram, resultando em registro de uma ocorrência policial


Resultado de desavenças anteriores, com origem nos pronunciamentos feitos no Plenário “Teotônio Vilela”, da Câmara Municipal, os vereadores Maurão do INPS (PDT), Sírio Miguel Rosa (PSB) e Gina Tronconi (PPS), protagonizaram cenas e comportamentos que chamaram a atenção do público esta semana. Tudo começou quando Sírio e Maurão participavam, na segunda-feira, 30, de uma entrevista nos estúdios da Rádio São Francisco AM, abordando, dentre outros assuntos, a possibilidade de se instalar uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para a apuração de eventuais irregularidades em contratos da Prefeitura com a empresa Delta. A propositura seria feita pelo PPS, partido a que pertence a vereadora Gina Tronconi, por sugestão do Presidente da sigla, ex-vereador André Almeida. Em determinado ponto do debate, foram feitas críticas à atuação da parlamentar, citando-se, dentre outras coisas que a CEI deveria se estender a administrações anteriores, como a de Ernane de Paula, eleito pelo PPS. É que Ernane fora eleito prefeito de Anápolis pelo PPS em 2000. Maurão e Sírio Miguel se referiram, ainda, ao fato de a vereadora Gina Tronconi haver recebido apoio financeiro do deputado federal Carlos Leréia (PSDB), que está sendo alvo de investigação na Operação Monte Carlo. O assunto, inclusive, já havia sido abordado em outras ocasiões em que a própria vereadora admitira ter recebido, via coligação partidária, a referida ajuda financeira, mas que fizera a prestação de contas de todo o valor, considerando o fato como normal, visto que outros candidatos, também, receberam apoio financeiro de empresas e de pessoas físicas.

Destempero
O que ninguém esperava é que a vereadora, que acompanhava o debate pelo rádio, subitamente adentrasse os estúdios da emissora, reivindicando o “direito de reposta”, já que seu nome havia sido citado durante a entrevista. No começo, até que o fato foi normal. Mas, a partir de certa altura, os ânimos se exaltaram, com a troca de insultos, acusações e denúncias mútuas. Gina Tronconi disse que os dois participantes do debate (Sírio Miguel e Mauro Severiano) respondiam a processos na justiça por uma série de atos praticados no passado. Recebeu em troca a afirmação de que tivera sua campanha financiada por dinheiro de origem duvidosa e que apresentava “falso moralismo”. O debate fugiu do controle e foi preciso a intervenção dos mediadores para que não descambasse para coisas mais desagradáveis. Os vereadores Sírio Miguel e Maurão do INPS deixaram o recinto, entre mútuas ameaças de processos na Justiça. Gina Tronconi ainda permaneceu por alguns minutos, se retirando logo após. E, a surpresa foi que, ao sair da Rádio, ela se dirigiu ao Plantão de Polícia e registrou um boletim de ocorrências contra os dois vereadores. Na quarta-feira, 02, o vereador Maurão do INPS anunciava que iria, também, apresentar queixa-crime contra a vereadora. Na quinta-feira, 03, o parlamentar anuncia a que iria recomendar à CPMI do Congresso, que aborda a Operação Monte Carlo, que insira o nome da vereadora no rol dos convocados para depor.
Em episódios anteriores, já haviam sido registrados incidentes envolvendo os três parlamentares. Recentemente, Sírio Miguel chamou Gina Tronconi de “Demóstenes de saias”, numa alusão ao fato de a vereadora, em seu ponto de vista, ter procedimento semelhante ao do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) “que se mostrava u parlamentar correto, paladino da justiça e da boa fama, o que foi desmascarado recentemente”, declarou. Também Maurão do INPS tem dito, por reiteradas vezes, que a vereadora tem um comportamento “incondizente com o que prega” e que não teme qualquer ação na justiça, estendendo este sentimento ao Presidente do PPS, André de Almeida, com o qual mantém um relacionamento conflituoso que já foi parar, inclusive, nos tribunais. Já a vereadora se diz perseguida e injustiçada por ser opositora eventual à Administração Antônio Gomide, de cuja base de sustentação fazem parte os dois vereadores. Os desdobramentos desse entrevero estão previstos para segunda-feira, 07, quando do início do período legislativo de maio na Câmara Municipal.

Autor(a): Nilton Pereira

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