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Diretores da Inesul acusados de desviar dinheiro público

Geral Comentários 14 de maio de 2010

Instituição conta com centenas de alunos matriculados em vários cursos profissionalizantes em Anápolis


A Polícia Federal deflagrou, esta semana, em Londrina, no Paraná, a operação denominada “Parceria”, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU), Ministério Público Federal e Receita Federal, resultado de uma investigação de desvios de recursos públicos pelo Centro Integrado de Apoio Profissional (CIAP). Segundo a PF, em cinco anos, a entidade faturou R$ 1 bilhão, e aproximadamente R$ 300 milhões foram desviados. Em Londrina, dos R$ 34 milhões recebidos pelo CIAP, mas de R$ 10 milhões foram desviados. Policiais federais, servidores da Receita Federal e da CGU cumpriram 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária nos estados do Paraná, São Paulo, Goiás, Maranhão e Pará. Conforme a PF, um dos “cabeças” do esquema de desvio foi preso em Londrina.
Este grupo é responsável pela implantação, em Anápolis, das Faculdades Inesul, instituição que se propõe a oferecer cursos técnico/profissionalizantes, com a promessa de oferecer, ainda, cursos de graduação, o que deveria acontecer em curto espaço de tempo. A instituição funciona na Avenida Universitária, em dependências alugadas, mas vinha anunciando a aquisição de imóvel para a sede definitiva. A notícia causou grande impacto na cidade, uma vez que a Inesul surgiu como uma grande proposta educacional para o Município. O esquema envolvia verbas do Governo Federal, repassadas para o CIAP (Centro Integrado de Apoio Profissional), uma Oscip (Organização de Sociedade Civil de Interesse Público) que faz qualificação profissional de adolescentes e jovens carentes. O esquema fraudulento se desenvolvia a partir de Londrina (381 km de Curitiba) e tinha ramificações por outros Estados brasileiros. Nos últimos cinco anos, foram repassados mais de R$ 1 bilhão do Governo Federal para o CIAP, que desenvolvia trabalhos nos estados do Paraná, São Paulo, Goiás, Maranhão e Pará. Destes recursos, mais de R$ 300 milhões foram desviados pelos coordenadores do CIAP. O dono da faculdade Inesul e coordenador do CIAP, o empresário Dinocarme Aparecido Lima, e o diretor do centro, Juan Carlos Monastiero, estão entre os presos na operação.

Autor(a): Nilton Pereira

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